Espanha e Argentina se enfrentam na grande final da Copa do Mundo neste domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium, na região metropolitana de Nova York. A partida decisiva coloca frente a frente os atuais campeões europeu e mundial, em um confronto marcado pela busca de recordes históricos e pela consolidação de trabalhos a longo prazo em ambas as seleções.
Sob o comando de Lionel Scaloni, a Argentina chega à sua segunda decisão consecutiva de Copa do Mundo, vivendo uma das eras mais vitoriosas de sua história, que já inclui o título mundial de 2022 e o bicampeonato da Copa América. Uma vitória no domingo transformará Scaloni no segundo treinador na história a conquistar dois mundiais, igualando o feito do italiano Vittorio Pozzo, campeão em 1934 e 1938. O sucesso argentino segue passando pelos pés de Lionel Messi. Aos 39 anos, o camisa 10 acumula oito gols e quatro assistências nesta edição e foi fundamental na vitória por 2 a 1 na semifinal contra a Inglaterra. Messi consolidou-se como o maior artilheiro da história das Copas com 21 gols, sendo 15 deles marcados após completar 35 anos.
A força sul-americana, no entanto, não se restringe ao seu capitão. Com 19 gols marcados e sete sofridos em sete jogos, a equipe possui um alto poderio ofensivo garantido por peças como Julián Álvarez, Enzo Fernández e Lautaro Martínez, autor do gol da classificação contra os ingleses. Apesar do ataque letal, a defesa surge como o principal ponto de atenção para Scaloni, devido a lesões e temporadas irregulares de alguns atletas do setor. O treinador também tem o desafio tático de encontrar alternativas criativas quando Messi sofre forte marcação.
Do outro lado, a Espanha chega embalada e invicta há 37 jogos, credenciada por uma vitória dominante por 2 a 0 sobre a França na semifinal. A seleção comandada por Luis de la Fuente, atual campeã da Liga das Nações e da Eurocopa, apresenta o futebol mais consistente do torneio. O treinador, que atua na base da seleção desde 2013 e assumiu a equipe principal no fim de 2022, conseguiu modernizar o tradicional estilo espanhol. Sem abrir mão da posse de bola e do domínio do meio-campo, a equipe atual joga de forma mais ofensiva e vertical.
A ascensão do jovem Lamine Yamal é o grande símbolo dessa nova geração, destacando-se pela capacidade de quebrar linhas e acelerar o jogo contra defesas fechadas. No setor ofensivo, nomes como Mikel Oyarzabal, que abriu o placar na semifinal contra os franceses, ganharam protagonismo, formando uma equipe versátil e letal que buscará impor seu ritmo para coroar o atual ciclo com o título mundial.