ECONOMIA

min de leitura

Dólar sobe para R$ 5,15, influenciado por exterior

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil* (via Agência Brasil)

| Edição de 11 de agosto de 2022 | Atualizado em 12 de agosto de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Um dia depois de atingir o menor nível em oito semanas, o dólar subiu, influenciado pelo mercado internacional. A bolsa de valores caiu após sete altas seguidas, puxada pela realização de lucros, quando investidores vendem ações para embolsar ganhos recentes.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (11) vendido a R$ 5,158, com alta de R$ 0,073 (+1,44%). A cotação chegou a operar próxima da estabilidade durante a manhã, mas passou a disparar após declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) de que o órgão continuará a ser rígido no combate à inflação nos Estados Unidos.

Com o desempenho de hoje, o dólar acumula queda de 0,31% em agosto. Em 2022, o recuo chega a 7,5%.

No mercado de ações, o dia foi marcado por ajustes. Após a euforia de ontem, quando fechou no nível mais alto em mais de dois meses, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 109.718 pontos, com queda de 0,47%. Os investidores aproveitaram os preços altos das ações, depois de sete pregões seguidos de ganhos, para vender os papéis.

Ontem (10), o mercado financeiro global teve um dia de alívio após a divulgação da inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que desacelerou pela primeira vez desde que o Fed começou a elevar os juros no país. Hoje, números confirmaram a desaceleração da inflação ao produtor, mas a afirmação de diretores do Fed de que o aperto monetário continuará afetou o mercado.

Os novos dados tinham aumentado as expectativas de que o Fed eleve os juros básicos norte-americanos em 0,5 ponto percentual na próxima reunião. No entanto, declarações dos dirigentes indicaram que parte deles votará para um reajuste de 0,75 ponto, como ocorreu nas duas últimas reuniões. Juros mais altos em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.

*Com informações da Reuters