ECONOMIA

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Durigan: governo vai começar a retirar subsídio de R$ 0,44 da gasolina

(via Agência Brasil)

| Edição de 02 de julho de 2026 | Atualizado em 02 de julho de 2026

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quinta-feira (2) que o governo federal iniciará, nos próximos dias, a retirada do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. Este alívio no preço foi introduzido em maio para proteger os consumidores brasileiros do aumento internacional do preço do petróleo, impulsionado pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio.

Durigan destacou que, nos próximos meses, todos os subsídios para combustíveis no país serão eliminados, uma vez que o preço do petróleo retornou a níveis semelhantes aos do período anterior ao conflito.

"Da mesma forma que estivemos prontos para implementar proteções para minimizar o impacto da guerra no Oriente Médio, quando as condições que justificaram essas medidas deixam de existir, como a diminuição do preço do petróleo e uma perspectiva, ainda que incerta, de estabilização do conflito, devemos reverter as subvenções", afirmou o ministro durante o evento Caminhos do Brasil, promovido por O GLOBO, Valor Econômico e Rádio CBN, no Rio.

O preço do barril de petróleo tipo Brent (referência internacional) voltou a ser negociado nesta semana na casa dos US$ 70, uma cotação alinhada com o período pré-conflito. Nos momentos mais críticos da guerra, o valor do barril ultrapassou US$ 110.

Durigan também mencionou que o governo não mantém mais o acordo com os estados para a subvenção de ICMS na importação de diesel. Além disso, o PIS-Cofins já voltou a incidir sobre o combustível.

"Uma primeira parte da subvenção de R$ 0,35 por litro já deixou de ser paga, a partir de julho, para as distribuidoras, restando ainda duas partes: a subvenção adicional no diesel, de R$ 1,12, e na gasolina, de R$ 0,44.

"Começando pela gasolina, que será revisada nos próximos dias, vamos ajustar o subsídio, considerando que o cenário tem mudado para baixo em relação ao preço do petróleo", afirmou o ministro.

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Com informações da Agência Brasil