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Fenabrave prevê crescimento de 3% para automóveis e comerciais leves

(via Agência Brasil)

| Edição de 13 de janeiro de 2026 | Atualizado em 13 de janeiro de 2026

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O mercado de veículos automotores no Brasil segue em ritmo de crescimento, com projeções otimistas para o ano. A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) estima que o licenciamento de carros e veículos comerciais leves, como picapes e furgões, deve aumentar cerca de 3% em 2026, alcançando a marca de mais de 2,6 milhões de unidades vendidas.

No ano anterior, o setor já havia apresentado um desempenho positivo, com um crescimento de 2,58% em comparação a 2024, totalizando 2,5 milhões de unidades comercializadas. Este aumento reflete uma recuperação gradual do mercado, mesmo diante de desafios econômicos significativos.

Crescimento em todos os segmentos

Quando se consideram todos os segmentos, incluindo caminhões e ônibus, a expectativa é de um crescimento de 3,02% para 2026, com quase 2,8 milhões de unidades vendidas. Em 2025, o crescimento foi de 2,08%, com o licenciamento de 2,7 milhões de unidades.

Apesar dos números positivos, a economista da Fenabrave, Tereza Fernandez, aponta que o setor poderia estar crescendo ainda mais. Ela destaca que o pico de 2011, quando foram vendidas 3,4 milhões de unidades de automóveis e comerciais leves, ainda está distante. As condições macroeconômicas, como o alto nível de endividamento das famílias e a lenta redução das taxas de juros, são fatores que limitam um crescimento mais robusto.

Expectativas para 2026

Para o conjunto de todos os segmentos, que inclui automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos, a Fenabrave projeta um crescimento de 6,10% para 2026. Este aumento será impulsionado principalmente pelo segmento de motocicletas, que deve crescer cerca de 10%.

Em 2025, todos os segmentos juntos registraram um aumento de 8%, com 5,1 milhões de unidades emplacadas. Já o segmento de caminhões, que enfrentou dificuldades em 2025 devido a restrições de crédito e endividamento no setor agropecuário, espera um crescimento de cerca de 3% em 2026, apesar de partir de uma base negativa, após uma queda de 8,65% no ano anterior.

O programa governamental Move Brasil, que oferece crédito para a compra de caminhões, é visto como um fator positivo para evitar um desempenho negativo e promover um crescimento no segmento.

Fernandez ressalta que, sem os problemas macroeconômicos, o crescimento poderia ser ainda maior. "O crescimento sustentável no Brasil está difícil de obter devido ao risco inflacionário, que mantém as taxas de juros elevadas", analisa a economista. Ela acrescenta que, sem o risco fiscal, o crescimento estimado de 3,5% para caminhões poderia ser de 5% ou 6%, considerando a necessidade e o potencial do setor.



Com informações da Agência Brasil