O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou um aumento de 0,06% em julho deste ano.
Essa taxa foi inferior à do mês anterior, que foi de 0,41%, e também menor do que a de julho de 2025, que ficou em 0,33%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou esses dados nesta terça-feira (28).
Com esse resultado, o IPCA-15 acumula uma inflação de 3,51% no ano e 4,52% nos últimos 12 meses.
Habitação impulsiona inflação
O grupo de despesas com habitação foi o principal responsável pela inflação na prévia de julho deste ano, apresentando uma alta de 0,97% no período. Esse aumento foi impulsionado principalmente pelos reajustes de 3,03% na energia elétrica residencial e de 0,26% na tarifa de água e esgoto.
Deflação nos alimentos
Por outro lado, o grupo de despesas com alimentação apresentou uma deflação de 0,66%, contribuindo para a redução do IPCA-15 de junho para julho deste ano.
Os preços dos alimentos para consumo em casa, conhecidos como alimentação no domicílio, caíram 1,14% na prévia de julho. Essa queda foi puxada por produtos como o tomate, que teve uma redução de 19,95%, a batata-inglesa, com queda de 10,03%, e o café moído, que ficou 3,13% mais barato. No entanto, comer fora de casa ficou 0,55% mais caro no período.
Outros grupos de despesas
Entre os demais grupos de despesa analisados pelo IPCA-15, quatro apresentaram inflação: artigos de residência (0,19%), transportes (0,11%), saúde e cuidados pessoais (0,28%) e despesas pessoais (0,08%). Já os grupos de vestuário (-0,33%), educação (-0,04%) e comunicação (-0,02%) registraram deflação.
Os preços para o cálculo do IPCA-15 de julho deste ano foram coletados entre 17 de junho e 15 de julho.
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Com informações da Agência Brasil