ECONOMIA

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Rotas de integração no continente podem reduzir custos comerciais

(via Agência Brasil)

| Edição de 04 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 04 de fevereiro de 2026

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O governo federal deu um passo significativo esta semana ao oficializar o Programa Rotas de Integração Sul-Americana. A iniciativa visa, entre outros objetivos, reduzir o tempo e o custo do transporte de mercadorias entre o Brasil e seus vizinhos sul-americanos, além de fortalecer as conexões com a Ásia.

Para alcançar essa meta, o programa propõe ações que integrem as infraestruturas física, digital, social, ambiental e cultural entre os países da América do Sul. A portaria de criação, assinada pela ministra Simone Tebet e publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira (3), estabelece cinco rotas de integração.

Estratégias de Integração

O programa prevê a elaboração de estudos técnicos e pesquisas aplicadas em áreas como multimodalidade de transportes, conectividade, integração energética e digital, unidade geoeconômica, bioceanidade, além de perspectivas fronteiriças e não fronteiriças no território nacional.

Cinco Rotas Estratégicas

As redes de infraestrutura foram desenhadas com foco em cinco rotas estratégicas, após consulta aos 11 estados brasileiros que fazem fronteira com países da América do Sul.

  • Ilha das Guianas - Conecta áreas do Norte brasileiro com Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela.
  • Amazônica - Liga o norte do Brasil com Colômbia, Equador e Peru.
  • Quadrante Rondon - Une o Norte e Centro-Oeste do Brasil com Peru, Bolívia e Chile.
  • Bioceânica de Capricórnio - Atravessa o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, conectando com Paraguai, Argentina e Chile.
  • Bioceânica do Sul - Liga o Sul do Brasil com Uruguai, Argentina e Chile.

De acordo com o governo, o projeto das cinco rotas surgiu após uma reunião de líderes da América do Sul em 2023, que estabeleceu uma agenda de integração regional.

Um dos argumentos do governo é que, historicamente, o Brasil privilegiou o comércio com países da Europa e os Estados Unidos via Atlântico. No entanto, nas últimas décadas, houve um deslocamento da produção para os estados do Centro-Oeste e do Norte, além de um incremento significativo do comércio com países asiáticos.



Com informações da Agência Brasil