ECONOMIA

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Usina solar em comunidade de Niterói gera energia para 19 creches

(via Agência Brasil)

| Edição de 08 de julho de 2026 | Atualizado em 08 de julho de 2026

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No alto do Morro do Boa Vista, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, um vasto espaço de vegetação rasteira agora abriga uma impressionante coleção de painéis solares. A instalação da usina de energia renovável não só transformou a paisagem, mas também trouxe uma economia de R$ 5 milhões para os cofres da cidade.

No último fim de semana, a prefeitura de Niterói inaugurou a usina, que se estende por uma área de 36 mil metros quadrados, o que equivale a cerca de cinco campos de futebol.

Mais de 2 mil módulos fotovoltaicos foram instalados no local, que é vizinho a uma comunidade com quase 1,8 mil moradores, conforme dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O projeto-piloto demandou um investimento de R$ 7 milhões, e a expectativa é que, em dois anos, a economia gerada na conta de luz seja suficiente para cobrir o valor investido, segundo a prefeitura.

A usina solar na comunidade tem a capacidade de produzir cerca de 150 mil quilowatts-hora (kWh) de energia por mês. Essa energia será destinada ao abastecimento de equipamentos públicos do município, sendo suficiente para atender 19 creches, de acordo com os responsáveis pelo projeto.

Energia e segurança de encosta

Além de gerar energia, o projeto-piloto trouxe melhorias de infraestrutura para a comunidade Boa Vista, como a recuperação da vegetação, implantação de sistemas de drenagem e captação de água da chuva.

O sistema de reaproveitamento pluvial, com capacidade para cerca de 30 mil litros, poderá ser utilizado na limpeza das placas fotovoltaicas, no combate a incêndios e na prevenção de erosões nas encostas.

Dependendo dos resultados do projeto-piloto, a iniciativa poderá ser expandida para outras comunidades da cidade.

Modelo

Para o professor Lino Marujo, chefe do Departamento de Engenharia Industrial da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o projeto tem potencial para servir como modelo e benchmarking para outras cidades.

“Essa iniciativa combina geração de energia renovável, captação de recursos hídricos e redução de riscos de deslizamentos”, avalia.

O professor destaca que, além dos benefícios ambientais, há também um potencial ganho socioeconômico ao aproximar a comunidade local, disseminando conhecimentos em tecnologias sustentáveis e podendo gerar empregos na região.

“Em um país como o nosso, onde há disponibilidade de solo e alta incidência solar, projetos como esse devem ser cada vez mais difundidos e aprimorados, agregando valor para a sociedade, o ambiente e a economia”, afirma Marujo, também professor do MBA Executivo em Economia do Petróleo, Gás e Energia da Escola Politécnica da UFRJ.

Salto da energia solar

A energia solar é considerada limpa porque sua geração de eletricidade não emite poluentes atmosféricos nem gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global.

A cada ano, a geração de energia por painéis solares tem ganhado espaço na matriz elétrica do país. De 2024 para 2025, foi a fonte energética que mais cresceu, com um aumento de 24,7%, segundo estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia.

Em 2025, a energia solar se consolidou como a terceira principal fonte de energia elétrica, representando 11,4% da matriz, atrás apenas da hidrelétrica (51,2%) e eólica (14,9%).

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Com informações da Agência Brasil