A classificação de Argentina e Espanha para a final da Copa do Mundo trouxe de volta à tona fotos de 2007, que ganharam destaque há dois anos.
Naquele ensaio fotográfico, feito para um calendário beneficente do Unicef em parceria com o jornal espanhol Sport, um jovem Lionel Messi, então com 20 anos, tentava dar banho em um bebê de cinco meses.
A família da criança morava em Mataró, na Catalunha. A mãe, Sheila, era da Guiné Equatorial e o pai, Mounir, do Marrocos. Eles foram sorteados para participar da ação.
Quase duas décadas depois, durante a Eurocopa de 2024, Mounir revelou nas redes sociais que o bebê era Lamine Yamal, agora um craque espanhol.
Dezenove anos depois, Messi e Yamal se enfrentarão novamente, mas desta vez como adversários na final da Copa do Mundo, que acontecerá em Nova Jersey, nos Estados Unidos, às 16h (horário de Brasília).
Quando os destinos se cruzam
Os caminhos de Messi e Yamal se cruzaram por coincidências de carreira. Aos sete anos, Yamal foi levado ao Barcelona por Jordi Roura, então diretor de La Masia, a famosa academia do clube.
Ele acompanhou de perto a trajetória de Messi, que chegou ao Barcelona aos 13 anos, levado por Carles Rexach.
Ambos avançaram rapidamente para a equipe principal do Barcelona e suas seleções nacionais.
Messi estreou oficialmente no time adulto do Barcelona aos 17 anos, em 2004, substituindo Deco em uma vitória sobre o Espanyol. Sua estreia pela seleção argentina foi em 2005, em um amistoso contra a Hungria, onde foi expulso após 47 segundos.
Menos de um ano depois, Messi estava na Copa do Mundo, marcando seu primeiro gol em Mundiais contra Sérvia e Montenegro.
Yamal, descrito como "uma cópia fiel" de Messi, estreou no time principal do Barcelona aos 15 anos, em 2023, e se tornou o titular mais jovem da história do clube.
Convocado para a seleção principal da Espanha, Yamal marcou seu primeiro gol em uma goleada sobre a Geórgia em 2023.
A Copa deste ano é a primeira de Yamal, que estreou como titular e campeão europeu pela Espanha.
Seu primeiro gol em Mundiais, contra a Arábia Saudita, fez dele um dos jogadores mais jovens a marcar na história do torneio.
Uma "quase" dupla de ataque
Curiosamente, Messi poderia ter jogado pela Espanha. Em 2004, ele já era monitorado para representar a Espanha nas categorias de base.
Para evitar que isso acontecesse, a Associação de Futebol Argentino organizou um jogo entre as seleções sub-20 da Argentina e Paraguai, onde Messi marcou um gol.
No ano seguinte, ele liderou a Argentina ao título do Campeonato Mundial sub-20, na Holanda, sendo decisivo em todas as fases eliminatórias.
Se o destino quis que Messi vestisse a camisa argentina, também quis que sua despedida em Copas do Mundo fosse contra a Espanha, com Yamal – o bebê que ele "banhou" – do outro lado, simbolizando uma passagem de bastão no Mundial de protagonistas.
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Com informações da Agência Brasil