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Cão Orelha: Polícia usa imagens e dados de celular para desvendar caso

(via Agência Brasil)

| Edição de 04 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 04 de fevereiro de 2026

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A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu as investigações sobre o caso de agressão que resultou na morte do cão Orelha, solicitando a internação de um dos quatro adolescentes envolvidos. Para comprovar a participação do autor, cujo nome não foi divulgado por ser menor de idade, as autoridades recorreram a tecnologia importada e à análise de imagens de câmeras de segurança.

De acordo com a polícia, foram examinadas mais de mil horas de filmagens de 14 câmeras e 24 testemunhas foram ouvidas.

As imagens analisadas foram cruciais, mesmo sem capturar o momento do ataque ao animal. Elas permitiram que os investigadores identificassem as roupas usadas pelo jovem no dia do crime e confirmassem que ele havia saído de madrugada do condomínio onde reside.

Uso de Tecnologia

Para localizar o menor no momento da agressão, a polícia utilizou um software francês que identifica a localização do celular. Combinando este recurso com as imagens das câmeras, foi possível provar que o jovem deixou o condomínio às 5h25 e foi até a Praia Brava naquele 4 de janeiro, retornando às 5h58 acompanhado de uma jovem. Outro software, de origem israelense, foi empregado para recuperar dados apagados de celulares.

O depoimento do adolescente, colhido na semana passada, foi fundamental para desvendar o crime. Ele se contradisse ao afirmar que não havia saído de casa naquela madrugada, mas a polícia já possuía imagens que provavam o contrário, incluindo vídeos do controle de acesso da portaria e imagens das roupas que ele usava, além de testemunhos que confirmavam sua saída do condomínio.

Viagem aos Estados Unidos

Após o ataque ao cachorro, o adolescente viajou aos Estados Unidos para visitar a Disney, retornando ao Brasil em 29 de janeiro, quando foi aguardado pela polícia no aeroporto. Na chegada a Santa Catarina, um parente tentou esconder o boné e afirmou que o moletom na bagagem havia sido comprado nos EUA, mas eram os mesmos usados no dia do ataque, como já sabiam as autoridades.

Com todas as provas reunidas, a Polícia Civil solicitou a internação do agressor. Outros três adultos relacionados aos quatro adolescentes foram indiciados por coação a testemunha.



Com informações da Agência Brasil