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Operação em Paraisópolis acaba com dois mortos e dois policiais presos

(via Agência Brasil)

| Edição de 11 de julho de 2025 | Atualizado em 11 de julho de 2025

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Dois policiais militares foram detidos em flagrante pela morte de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, na noite de quinta-feira (11), em Paraisópolis, São Paulo. Conforme o coronel Emerson Massera, porta-voz da Polícia Militar paulista, a prisão se deu por homicídio doloso, após as câmeras corporais revelarem que os disparos ocorreram enquanto Igor estava rendido, com as mãos na cabeça.

"A análise dessas câmeras nos indicou que a morte do Igor Oliveira não foi dentro de padrões que nós esperávamos, dentro das excludentes de licitude", afirmou Massera em coletiva de imprensa. Ele enfatizou que a corporação não compactua com erros ou crimes cometidos por policiais.

Imagens Reveladoras

As imagens captadas pelas câmeras corporais, que agora integram o equipamento padrão da PM de São Paulo, mostraram que os policiais atiraram em Igor quando ele já estava rendido. "Visualizamos, pelas câmeras, que os dois policiais que atiraram no Igor o fizeram já com o homem rendido. Por conta disso, a providência tomada foi a prisão em flagrante", explicou o porta-voz.

Essas câmeras, uma inovação tecnológica na PM, são ativadas manualmente por um policial e, em seguida, todas as câmeras dos policiais próximos são acionadas automaticamente.

Operação em Paraisópolis

A morte de Igor ocorreu durante uma operação policial em Paraisópolis, uma das maiores comunidades de São Paulo. Segundo a PM, Igor não tinha antecedentes criminais, mas havia respondido por ato infracional na adolescência. Além dele, outra pessoa morreu na operação e um policial foi ferido no ombro.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a operação foi desencadeada após denúncias de homens armados em um ponto de venda de drogas. Durante a ação, quatro suspeitos fugiram para uma casa, onde três foram presos e um acabou morto.

Revolta e Protestos

A operação gerou revolta na comunidade, resultando em protestos com fechamento de vias, fogo em objetos e até arrastão. "Tivemos vários episódios de agressões a tiros e uso de fogos de artifício contra os policiais. Foi uma situação bastante tensa", relatou Massera.

Durante os protestos, houve uma intensa troca de tiros, resultando na morte de Bruno Leite, que tinha passagens por tráfico e roubo. Um sargento da Rota foi baleado no ombro e está internado, fora de perigo, mas sob avaliação médica para possível cirurgia.

Investigação e Segurança

Um inquérito policial militar foi instaurado para investigar os eventos em Paraisópolis. Massera assegurou que a polícia continuará atuando na região para garantir a segurança e cidadania dos moradores, apesar das adversidades. "A Polícia Militar não vai retroceder no combate à criminalidade", concluiu.



Com informações da Agência Brasil