A Prefeitura de Apucarana lançou oficialmente nesta terça-feira (12) o programa “Minha Escola no Clima”, que visa instalar aparelhos de ar-condicionado na rede municipal de ensino. Nesta primeira etapa, 20 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e escolas receberão os equipamentos. O anúncio foi feito pelo prefeito Rodolfo Mota (União Brasil) no CMEI Izabel Holak, no Núcleo Dom Romeu Alberti. O investimento inicial ultrapassa a marca de R$ 2 milhões.
Para que os prédios comportem a nova carga de energia, o município já iniciou as adequações físicas. “Nós precisamos refazer a rede elétrica desses prédios, porque eles não suportariam todos esses aparelhos ligados”, explicou o prefeito, destacando que a construtora contratada já iniciou a colocação dos novos postes e padrões elétricos, com um prazo de 60 dias para a conclusão desta etapa.
A iniciativa busca solucionar um problema histórico nas salas de aula de Apucarana, principalmente nos dias de temperaturas mais altas no verão. Segundo o prefeito, o objetivo principal é o bem-estar e o rendimento escolar. “Porque imagine vocês um garoto de seis anos, sete e oito anos em um dia que Apucarana faz 32 e 35 graus dentro de uma sala de aula às 3 da tarde estudando. É muito difícil exigir dessa criança uma concentração. Ele está sentado ali transpirando, com a camiseta colando no corpinho”, detalhou, acrescentando que os professores também serão diretamente beneficiados com o novo ambiente de trabalho. O cronograma do “Minha Escola no Clima” foi dividido em três fases: a reestruturação elétrica que está em andamento, a aquisição dos aparelhos e, por fim, a instalação. “Nós já fizemos a licitação dos aparelhos, então essa parte a gente já está em dia, e agora, nos próximos dias, a gente começa o trabalho de licitação para contratar a empresa que vai instalar”, garantiu o prefeito.
A escolha das primeiras 20 unidades que receberão os aparelhos foi baseada em critérios técnicos e na urgência de cada local. “Nós começamos essas escolas e CMEIs onde a equipe de engenharia identificou as maiores temperaturas. Nós identificamos salas de aula com temperaturas de 37 e 38 graus nos dias mais quentes. Isso não é bom para ninguém”, justificou Mota. Prédios com telhados antigos e janelas que recebem forte incidência do sol da tarde foram priorizados.
A rede municipal conta com um total de 60 prédios educacionais e a administração municipal planeja lançar uma segunda etapa no próximo ano.