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Bombeiros alertam para risco de quedas e choques durante reparos em telhados

Gabrielly Campos

| Edição de 25 de setembro de 2026 | Atualizado em 25 de setembro de 2026

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Os moradores de Apucarana que tiveram os imóveis danificados pelo temporal da última segunda-feira (21) precisam redobrar os cuidados durante os reparos. Os fortes ventos e o granizo provocaram destelhamentos e danos em cerca de 5 mil casas, e o Corpo de Bombeiros alerta que a tentativa de realizar manutenções sem segurança pode provocar acidentes graves, principalmente quedas e choques elétricos.

De acordo com a capitã do Corpo de Bombeiros, Ana Paula Zanlorenzi, um dos principais cuidados é evitar subir nos telhados enquanto ainda houver chuva ou vento. Além de dificultar a movimentação, a água deixa as telhas escorregadias e aumenta o risco de uma queda.

O problema não termina quando o tempo melhora. Com a força do vendaval, estruturas podem ter ficado comprometidas, e telhas que parecem intactas podem não suportar o peso de uma pessoa.

“É preciso ter atenção e cuidado onde vai pisar para evitar uma queda em virtude do rompimento ou da quebra da telha. Esse ponto de apoio é bem importante”, destacou a capitã.

Os estragos provocados pelo temporal também atingiram a rede elétrica. Fios podem ter sido rompidos e permanecer caídos ou pendurados próximos aos imóveis.

Por isso, antes de iniciar qualquer trabalho, é fundamental observar o entorno e não se aproximar de uma fiação que possa estar danificada.

“Muitas vezes, as pessoas podem subir aos telhados para fazer essas manutenções e se deparar com fios elétricos que foram rompidos, que estejam caídos ou pendurados. É importante ter esse cuidado para evitar o risco de um choque elétrico”, alertou Ana Paula.

Segundo ela, o perigo existe mesmo sem que a pessoa toque diretamente no fio. A aproximação excessiva também pode provocar uma descarga.

“Dependendo da proximidade desse fio, já temos a situação que chamamos de arco voltaico. Então a pessoa já pode receber uma descarga elétrica”, explicou.

Além das condições da estrutura, os equipamentos utilizados durante o serviço também fazem diferença. Calçados com solado antiderrapante podem ajudar a evitar escorregões, enquanto luvas protegem as mãos de cortes e outros ferimentos. O uso de capacete também é recomendado sempre que houver possibilidade, principalmente porque uma queda de altura pode provocar lesões graves.

“Caso essa pessoa venha a ter uma queda, a utilização desses equipamentos, especialmente do capacete, pode reduzir danos considerados mais graves”, afirmou a capitã.

Outro cuidado é não realizar o serviço sozinho. Manter alguém por perto permite que o socorro seja acionado rapidamente caso aconteça algum acidente.