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Bombeiros atendem ao menos uma vítima de queda por dia na região

Cindy Santos

| Edição de 24 de junho de 2026 | Atualizado em 24 de junho de 2026

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Por dia, ao menos uma pessoa é atendida pelo Corpo de Bombeiros por sofrer queda na região de Apucarana. Levantamento feito pela Tribuna com base no Sistema de Estatísticas de Ocorrências do Corpo de Bombeiros do Paraná (SYSBM) mostra que de janeiro até ontem foram registradas 219 ocorrências do tipo na área do 11º Batalhão de Bombeiros, que atende 19 municípios. Do total de atendimentos, 87% dos casos é de quedas de mesmo nível – ou seja, quando a vítima e cai no mesmo plano em que se encontra.

Até por conta do perfil dos acidentes, a maioria das vítimas das quedas de mesmo nível são idosos, um dado que ganha ainda mais relevância no Dia Mundial de Prevenção de Quedas, celebrado ontem.

Das ocorrências em que a idade foi informada no sistema, os pacientes com 60 anos ou mais correspondem a 55,1%. O registro aponta vítimas entre 60 e até 96 anos de idade. Outros registros mostram que crianças de 0 a 12 anos e adultos de 20 a 40 anos também precisaram de atendimento. Os relatórios, entretanto, indicam que a maior parte dos pacientes atendidos teve lesões leves.

A maioria dos casos aconteceu em Apucarana com 100 registros, seguido por Mandaguari, com 46, e por Jandaia do Sul, com 36. O número de casos pode ser ainda maior, pois o levantamento não inclui os dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

PARANÁ

No estado, o Samu prestou atendimento a 10.214 idosos que sofreram quedas no Paraná. Além do socorro de urgência, esse agravo gera uma alta demanda na porta de entrada do sistema público. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Somente entre janeiro e maio deste ano, foram registrados 2.691 atendimentos na Atenção Primária à Saúde (APS), sendo que 42,6% dos pacientes são idosos.

Escorregões, tropeços, passos em falso e episódios de desequilíbrio estão entre as principais causas de quedas em pessoas com mais de 60 anos. Comuns nessa faixa etária, essas ocorrências podem ter consequências graves, comprometendo significativamente a qualidade de vida.

“As quedas não devem ser encaradas como uma consequência natural do envelhecimento. Na grande maioria dos casos, esses acidentes podem ser evitados com intervenções simples no dia a dia, adaptações no ambiente e, acima de tudo, o acompanhamento adequado pela equipe de saúde”, afirma o secretário de Estado da Saúde, César Neves.