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Café da Serra de Apucarana ganha selo de indicação geográfica do INPI

Da Redação

| Edição de 27 de janeiro de 2026 | Atualizado em 27 de janeiro de 2026
Colheita de café deve movimentar mais de R$ 654 mi na região
Colheita de café deve movimentar mais de R$ 654 mi na região

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O Café da Serra de Apucarana obteve ontem o selo de Indicação Geográfica (IG). O reconhecimento, na modalidade Denominação de Origem (DO), foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que atesta a autenticidade e a qualidade dos grãos produzidos no município e, também, em Cambira e Arapongas. Com a nova concessão o Paraná soma agora 24 IGs.. 

“O selo reconhece que o café de Apucarana é especial. Graças às características do solo e do clima da nossa cidade, produzimos um café que só é encontrado aqui e na África”, afirma Carlos Bovo, cafeicultor e presidente da Associação dos Cafeicultores de Apucarana (Acap).

Entre os fatores naturais que contribuem com a cultura, destaca-se o relevo, com altitudes superiores a 700 m, podendo chegar a 2.000 m acima do nível do mar, condição favorável ao cultivo da espécie Coffea arabica. A altitude contribui para a maturação mais lenta dos grãos, o que melhora tanto a produtividade quanto a qualidade do café.

O clima úmido mesotérmico, com chuvas bem distribuídas e baixa ocorrência de déficit hídrico também são determinantes. A temperatura média anual é de 20,6 °C, dentro da faixa considerada ideal para o cultivo do cafeeiro, entre 19 °C e 21 °C.

Além dos fatores naturais, a documentação evidencia a importância do saber-fazer dos produtores locais, que aliam técnicas modernas ao conhecimento tradicional. Como resultado, o café da Serra de Apucarana apresenta perfil sensorial próprio, com acidez equilibrada, notas frutadas (como frutas amarelas e vermelhas) e predominância de melaço.

RANKING

O município é o quinto maior produtor de café do Paraná, com uma área cultivada de 1.200 hectares e uma produção anual de 2.376 toneladas, de acordo com a Secretaria Municipal de Agricultura.

O prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, lembra que a história da cidade está intrinsecamente ligada à produção de café e que diversos bairros foram nomeados em homenagem às variedades já cultivadas na região, como o Catuaí e o Sumatra.

“Esse reconhecimento chega logo após a região ser destaque no concurso estadual de qualidade do café. Na prática isso significa mais dinheiro no bolso do produtor, garante um padrão de qualidade para o consumidor e gera, também, mais dinheiro para a economia do Município. É uma conquista que beneficia a todos”, pontua o prefeito.

Atualmente, a produção de café já movimenta R$ 215 milhões por ano, uma das principais atividades econômicas do município. O reconhecimento do selo “Café da Serra de Apucarana” beneficiará diretamente 250 produtores de café da cidade, além de 50 propriedades em Cambira e uma em Arapongas.