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Defesa Civil prevê agravamento dos efeitos do El Niño no Paraná

Gabrielly Campos

| Edição de 30 de setembro de 2026 | Atualizado em 30 de setembro de 2026

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Após registrar dois meses consecutivos de recordes em ocorrências climáticas extremas e 11 mortes apenas em setembro, a Defesa Civil do Paraná alerta que a situação deve se agravar em outubro. A previsão de um cenário ainda mais intenso foi reforçada pelo coordenador-executivo do órgão, coronel Ivan Ricardo Fernandes, que apontou a intensificação do fenômeno El Niño como a principal causa da severidade do clima, com previsão de atingir seu pico durante o verão.

Até o dia 29 de setembro, o estado contabilizou 173 registros de desastres, superando as 138 ocorrências de agosto, que até então era considerado o pior mês da história paranaense em relação aos impactos climáticos. 

Ao longo de 2026, os temporais já atingiram 253 municípios e afetaram cerca de 300 mil pessoas. O boletim mais recente do órgão aponta que, apenas entre os dias 27 e 29 de setembro, as chuvas intensas causaram estragos em 46 cidades, impactando quase 19 mil moradores e danificando mais de 3.087 residências.

A onda recente de tempestades castigou dezenas de regiões do estado. Na região, o relatório mais recente da Defesa Civil, que abrange ocorrências entre os dias 27 a 29, inclui danos seis municípios da região, afetados pelo temporal da noite de anteontem (ver box).

Apucarana está entre as cidades mais atingidas pelos temporais de setembro. Uma das ocorrências mais severas registrados no mês afetou 21.020 moradores e danificou cerca de cinco mil residências no último dia 21. A cidade foi atingida por um fenômeno conhecido como downburst, com ventos de até 124,9 km/h, que também derrubaram árvores, danificaram postes e deixaram milhares de imóveis sem energia e água.

Diante dos estragos, o município decretou situação de emergência. O episódio deixou cerca de mil pessoas desalojadas e 20 desabrigadas, segundo balanço da Defesa Civil Estadual.