Quem teve a paciência de ficar até o início da madrugada para assistir ao debate da RPC entre os três principais candidatos ao governo do Paraná, nesta terça-feira à noite, desligou o televisor sem conhecer as reais propostas de cada um dos oponentes. O maior tempo foi gasto sobre passado, caráter, comportamento pessoal e alianças políticas de cada um deles. Quem teria se saído melhor do debate, segundo alguns analistas, foi Requião Filho, do PDT. Agora, se a atuação dele no debate vai se transformar ou não em votos, só as urnas poderão responder. Por sua vez, tanto Sandro Alex, do PSD, como Sérgio Moro, do PL, se não ganharam votos, também não perderam. Em verdade, todos os três candidatos estavam bem preparados para o debate, inclusive o senador Sérgio Moro, de quem seus adversários esperavam muitas escorregadas e deslizes por falta de tarimba política. Enfim, segundo esses analistas, o debate vai ter pouca ou nenhuma influência na decisão do eleitor paranaense, mas não pode ser ignorado de todo porque sempre pode haver eleitor que ainda tinha dúvida sobre seu voto e talvez a tenha desfeito.
Voto ideológico?
Em uma eleição apertada pelas duas vagas no Senado no Paraná, o que pode prevalecer? O voto ideológico ou o apoio da grande maioria dos prefeitos? Se o voto ideológico mover o eleitorado, três nomes despontam: Deltan Dallagnol e Filipe Barros, de direita; e Gleisi Hoffmann, de esquerda. Já se o apoio dos prefeitos vingar, quem pode se sair melhor é o deputado estadual Alexandre Curi. A prefeitada gosta muito dele.
Golpistas na cidade
Ao receber denúncia de moradores do Núcleo Afonso Alves de Camargo de que uma dupla ocupando uma caminhonete estava se passando por terceirizados da Prefeitura de Apucarana para cortar árvores mediante o pagamento de um valor que custeava só metade do serviço, o vereador Lucas Leugi correu até o bairro e ao indagar os golpistas, eles fugiram em alta velocidade. A Prefeitura faz o serviço sem cobrar um centavo de ninguém.
Copel, a bola da vez
Como não poderia deixar de ser, a venda das ações da Copel e a ineficiência da empresa em prestar um serviço de qualidade aos consumidores paranaenses foi um dos temas que dominou o debate da RPC. Para os adversários do candidato de Ratinho Junior, a venda da Copel não é a única razão da queda da eficiência da empresa, “mas sim a incompetência da diretoria”. A energia é cara e o serviço da Copel hoje deixa muito a desejar.
Carreata em Apucarana
O candidato ao governo do Paraná, Sandro Alex (PSD), participou de uma carreata na tarde de ontem em Apucarana, acompanhado do governador Ratinho Junior, do prefeito Rodolfo Mota e prefeitos do Vale do Ivaí. Antes da carreata, Ratinho Junior e Sandro Alex percorreram a pé duas quadras da Avenida Curitiba na companhia do deputado federal Beto Preto. Foi a segunda vez que Sandro passou por Apucarana nesta campanha.
Ratinho senador?
Se o ex-procurador do Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol, se eleger senador e depois for considerado inelegível pela Justiça Eleitoral, uma nova eleição para a vaga dele no Senado terá que ser realizada no ano que vem. Tem gente apostando desde já que, se isso vir a acontecer, o governador Ratinho Junior, já então fora do cargo, estará entre os candidatos com reais chances de virar senador.