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Fraude no INSS gerou mais de 1 mil denúncias no Procon de Apucarana

Cindy Santos

| Edição de 30 de julho de 2025 | Atualizado em 30 de julho de 2025

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Ao menos 1,2 mil aposentados e pensionistas que identificaram descontos indevidos feitos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) procuraram o Procon de Apucarana. O levantamento, feito a pedido da Tribuna do Norte, mostra que foram identificados descontos mensais de R$ 30 a R$ 80 destinados a associações e sindicatos espalhados pelo país, a maioria do Distrito Federal. Os atendimentos foram realizados antes da fraude estourar com a Operação Sem Desconto, deflagrada em 23 de abril pela Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) para desarticular o esquema.

“As providências adotadas consistiram na notificação das referidas associações/sindicatos, requerendo a imediata suspensão dos descontos indevidos e o reembolso dos valores subtraídos diretamente nas contas dos aposentados afetados”, informa a diretora do órgão, Silvana Verona.

De acordo com ela, foram realizados pedidos de cancelamentos e solicitações de estorno do dinheiro. Os valores restituídos, conforme registros, variavam em média entre R$ 400 e R$ 2 mil por consumidor, dependendo do período e do valor mensal dos descontos.

Na época dos atendimentos, ainda não havia conhecimento público de que os descontos estavam inseridos em um esquema de fraude estruturada em âmbito nacional, o que posteriormente foi alvo de investigações. Após a Operação Sem Desconto, os atendimentos relacionados a fraude foram direcionados a canais específicos, no aplicativo Meu INSS e pelo telefone 135, para solicitação da devolução dos valores.

Somada a outras demandas, o Procon totaliza 4 mil atendimentos no primeiro semestre deste ano. A maioria tem relação a instituições bancárias, com 1,5 mil registros. As reclamações variam entre empréstimos consignados não solicitados, descontos indevidos e golpes aplicados contra consumidores, principalmente idosos.

“O Procon tem adotado como estratégia preventiva a intensificação das ações de orientação e educação para o consumo, com divulgação de alertas e recomendações por meio das redes sociais oficiais, palestras informativas e atendimento personalizado”, ressalta Silvana.

As outras reclamações estão relacionadas a empresas de telefonia, com 600 registros que incluem alterações de planos sem o consentimento do titular, dificuldade para cancelar serviços e cobranças abusivas. Compras on-line, principalmente as realizadas por meio de plataformas como Instagram e Facebook também entram na lista.

De acordo com o procurador-geral do Município, Rubens Henrique de França, os 4 mil atendimentos realizados no primeiro semestre deste ano abrangem tanto ligações telefônicas quanto atendimentos por WhatsApp. (CINDY SANTOS)