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Moradores reclamam de obra inacabada e perigo na BR-376

Cindy Santos

| Edição de 29 de agosto de 2025 | Atualizado em 29 de agosto de 2025

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A obra de duplicação da BR-376, no prolongamento da Avenida Minas Gerais, em Apucarana, continua sem previsão de conclusão. A situação deixa moradores do Residencial Fariz Gebrim e bairros vizinhos em alerta, principalmente depois de vários acidentes registrados no local.

Moradores ouvidos pela reportagem afirmam que o trecho continua perigoso. “Precisa terminar porque está muito perigoso. Fico com medo de atravessar”, disse Josefina Neves, residente desde o início do bairro. João Félix de Souza, esposo dela, reforçou: “Já passei por algum susto aqui. Às vezes, a gente tem que passar correndo. A espera é que logo liberem (a obra) para melhorar para a gente”.

Empresários da região também apontam dificuldades, mas preferiram não dar entrevista. Segundo eles, a lentidão da obra afeta o comércio e a circulação de clientes, deixando o setor em um cenário delicado.

O trecho da duplicação é utilizado diariamente por pessoas que vivem no Núcleo Habitacional Adriano Correia, Residencial Fariz Gebrim, Núcleo Habitacional Michel Soni, Recanto do Lago e Residencial Monte Sião, na saída para Curitiba. Com apenas uma faixa em cada sentido e sem acostamento, a passagem para pedestres permanece arriscada, tornando o local cenário constante de acidentes.

A administração municipal anterior iniciou a obra, mas a atual gestão ainda não conseguiu “destravar” o andamento do trecho, gerando indignação entre a população. Moradores afirmam que esperam medidas urgentes para garantir segurança e fluxo adequado.

PROJETO

O secretário municipal de Obras, Mateus Franciscon, afirma que a obra tem intervalos entre as execuções. Segundo ele, a duplicação da BR-376 enfrenta problemas devido a falhas no projeto original, elaborado em 2022. De acordo com ele, o projeto original previa cinco rotatórias em um raio de dois quilômetros, entre o Estádio Olímpio Barreto até o viaduto. A construção das rotatórias exigiria a demolição parcial do estádio e a necessidade de levantar um muro de contenção de 12 metros de altura em frente ao campos da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), o que não está previsto no projeto original e que geraria custos adicionais. “A obra, da forma como foi proposta, criaria mais problemas do que soluções”, afirma.

Diante das falhas, será necessário refazer o projeto que deverá ser aprovado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER-PR). “Existem muitos erros no projeto e os orçamentos estão desproporcionais. A obra está andando, mas cria esses intervalos maiores”, explica.

O secretário pede paciência à população, pois a prefeitura precisa refazer e adaptar o projeto para conseguir executar e concluir a obra. “Vamos refazer o projeto e adaptar para conseguir executar”, assegura.