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Moradores pedem melhorias em rotatória após morte de jovem

Da Redação

| Edição de 07 de outubro de 2026 | Atualizado em 07 de outubro de 2026

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A morte do motociclista Ronald Adrian Martins, de 20 anos, em um grave acidente na noite de anteontem, intensificou as críticas sobre as condições de segurança na nova rotatória da Avenida Minas Gerais, trecho urbano da BR-376, na saída para Curitiba, em Apucarana. O local, que passa por obras de duplicação no trecho de ligação entre os bairros Adriano Correia e Michel Soni, é apontado por moradores e motoristas como uma armadilha devido à ausência de iluminação, sinalização precária e marcações confusas na pista. Horas antes do acidente fatal que tirou a vida do jovem, a mesma rotatória já havia registrado o capotamento de um veículo.

Para quem trafega diariamente pela via, o cenário é de perigo constante, um problema frequentemente agravado pelas condições climáticas da região, que costuma ser atingida por cerração densa. O motorista de caminhão Gabriel da Silva Andrade, de 30 anos, relata que as mudanças recentes no traçado geram muita insegurança.

“Não há sinalização ainda de nada, nenhum local que dê para indicar que tem uma passagem segura para os pedestres. Fizeram uma demarcação na pista que confundiu vários motoristas, onde o lado correto da gente vir deveria estar fechado, e uma pintura que sinalizava que os motoristas deviam pegar a contramão. Causando muito perigo”, explicou o motorista.

Em dias de chuva a situação se agrava, afirma o motoboyDaniel Braz. Ele também denuncia a formação de lâminas de água na pista associada à falta de barreiras de proteção. “Avisado foi. Muitas vezes a gente orientou sobre isso aqui, que estava mal sinalizado, não tem iluminação aqui”, afirmou o motoboy Daniel Braz, ressaltando que a situação seja resolvida com urgência para proteger os trabalhadores que dependem da via.

Para a comunidade local, a baixa visibilidade noturna é o principal temor. 

“Anteontem a cerração estava horrível e teve dois acidentes no mesmo local. Infelizmente uma mãe está chorando hoje pelo seu filho de 20 anos, e eu tenho um filho que passa aqui todos os dias. Eu tenho medo porque vem um carro, talvez neblina, cerração, não vê. Não vê um poste, não vê a sinalização, e acaba acontecendo tragédias”, lamentou Renilda Careta, moradora do Núcleo Michel Soni.

Ela cobra a instalação de dispositivos luminosos urgentes, afirmando que apenas as placas não garantem a segurança. 

Ronald foi sepultado ontem em Cambia.