As mortes por doenças cardiovasculares entre homens caíram 16% no primeiro semestre deste ano na região. Levantamento da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana, feito a pedido da Tribuna, aponta que o número passou de 272 entre janeiro e julho do ano passado para 227 óbitos no mesmo período deste ano nos 16 municípios atendidos pela regional. Mas, apesar da redução, os problemas no aparelho circulatório ainda são a principal causa de mortalidade masculina na região e correspondem a cerca de 30% do total de 820 óbitos (ver infográfico).
Apucarana lidera os registros absolutos, com 287 mortes no total, das quais 73 (25%) foram causadas por problemas circulatórios. Em seguida, Arapongas contabilizou 210 óbitos, com 65 (30%) decorrentes desse tipo de doença. Em Jandaia do Sul, das 46 mortes de homens, 17 (36,9%) foram causadas por problemas no aparelho circulatório.
Para a médica cardiologista Patrícia Callejas, de Apucarana, a queda é reflexo da ampliação na promoção da saúde e nos diagnósticos precoces. Contudo, os números ainda são alarmantes. “Mesmo havendo essa queda, as doenças cardiovasculares ainda continuam sendo a maior causa de morte entre os homens porque estão interligadas a fatores de risco muito frequentes nessa população, como hipertensão, tabagismo, obesidade, sedentarismo, colesterol elevado e consumo excessivo de álcool”, aponta.
A especialista explica que as doenças do aparelho circulatório englobam condições como o infarto agudo, o Acidente Vascular Cerebral (AVC), a hipertensão e a insuficiência cardíaca. Segundo ela, essas patologias estão interligadas no organismo, de modo que algumas atuam diretamente como fator de risco para o desenvolvimento das demais. Entre os principais sintomas estão a falta de ar e cansaço excessivo.
“Para prevenir, é preciso mudar o estilo de vida, se exercitar, abandonar o tabagismo, o excesso de álcool e a alimentação com excesso de sal”, aponta. A orientação médica é iniciar as avaliações cardiológicas de rotina aos 40 anos, mesmo sem sintomas. Para aqueles com histórico de fatores de risco, como diabetes ou hipertensão, o monitoramento deve começar aos 35 anos.
Câncer e doenças respiratórias também preocupam
O levantamento da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana indica 820 óbitos no primeiro semestre deste ano, contra 943 no mesmo período do ano passado, uma redução de 13% no comparativo. O relatório também revela que o câncer foi a segunda maior causa de óbitos na região, vitimando 179 homens. Em seguida, as doenças no aparelho respiratório causaram 111 mortes. O relatório aponta ainda que 109 óbitos masculinos ocorreram devido a causas externas de morbidade e mortalidade, classificação que inclui ocorrências como acidentes e violências; outras 60 ocorreram por doenças no aparelho digestivo, e outras 44 por doenças no sistema nervoso. No relatório também constam falecimentos por doenças no aparelho geniturinário, transtornos mentais e comportamentais (19), doenças infecciosas e parasitárias (16), doenças de pele (7), entre outras.