CIDADES

min de leitura - #

Remédio em Casa já atendeu 32,8 mil usuários no Paraná em 2025

Da Redação

| Edição de 30 de julho de 2025 | Atualizado em 30 de julho de 2025

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

O programa Remédio em Casa, que integra o Sistema Único de Saúde (SUS) e proporciona a entrega domiciliar de medicamentos para mais de 40 tipos de doenças, já atende 32.834 usuários em 2025 no Paraná. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde e apontam um crescimento de 798% em relação a 2019, quando 3.653 usuários eram atendidos.

O Remédio em Casa contempla medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf) e do Elenco Complementar da Sesa. São 49 itens que podem ser enviados pelos Correios via Sedex ao endereço do paciente — com exceção daqueles que necessitam de refrigeração ou que são de controle especial.

“O objetivo do programa é garantir mais segurança, conforto e dignidade aos pacientes que enfrentam doenças crônicas e, muitas vezes, têm dificuldade de locomoção. Levamos os medicamentos até a casa dessas pessoas, aproximando o cuidado da realidade de quem mais precisa”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Entre as patologias com maior volume de atendimentos pelo programa estão dislipidemia (excesso de gordura no sangue), asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e osteoporose — todas com tratamentos de uso contínuo e alto custo, que exigem regularidade na distribuição de medicamentos.

Inicialmente implantado na 2ª Regional de Saúde (Curitiba) em 2019, o programa expandiu sua atuação para outras cinco regionais: 17ª RS (Londrina) e 10ª RS (Cascavel), em 2020; 15ª RS (Maringá) e 3ª RS (Ponta Grossa), em 2021; e 9ª RS (Foz do Iguaçu), em 2022. Essas unidades concentram os maiores volumes de pacientes cadastrados no Ceaf e, juntas, respondem por cerca de 70% dos atendimentos nas farmácias sob gestão estadual.

De acordo com a coordenadora da Assistência Farmacêutica do Paraná, Deise Pontarolli, a ampliação é estratégica. “Fizemos a escolha das unidades com base na capacidade de atendimento e na estrutura das farmácias regionais. Isso nos permite oferecer o serviço com mais agilidade e alcance, especialmente para pacientes que dependem de um tratamento contínuo e não podem faltar com a medicação”, explicou.