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Revitalização do Bosque Municipal atinge 70% das obras em Apucarana

Lis Kato

| Edição de 31 de julho de 2026 | Atualizado em 31 de julho de 2026

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As obras de revitalização do Bosque Municipal Mercedes da Silva Moreno, em Apucarana, atingiram cerca de 70% de conclusão. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Leandro Gustavo Pires. A reestruturação, iniciada no ano passado, busca adequar o espaço às exigências do Instituto Água e Terra (IAT) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que o bosque recupere o licenciamento ambiental e volte a funcionar como unidade de abrigo de animais silvestres.

Segundo o secretário, as intervenções envolvem tanto melhorias estruturais quanto novos espaços de lazer para a população. “Estamos fazendo adequações na parte civil, principalmente nos viveiros, que em sua maioria foram substituídos por estruturas novas, respeitando todas as normas técnicas para garantir mais segurança e conforto aos animais”, afirmou.

Os antigos viveiros, que já tinham cerca de 30 anos de uso, estão sendo substituídos por estruturas adequadas a atual legislação ambiental. De acordo com Leandro, a mudança era necessária para aumentar a segurança e evitar problemas registrados nos últimos anos. “Tivemos situações de animais escapando. Era uma estrutura que cumpriu seu papel e precisava ser modernizada”, destacou.

A revitalização também contempla melhorias voltadas ao lazer. Entre as novidades está a instalação de novos playgrounds, incluindo espaço adaptado para crianças com deficiência (PcD). Atualmente, a obra está na fase de concretagem para receber os equipamentos.

O biólogo responsável pelo Bosque Municipal, Rodrigo César dos Santos Vida, explicou que a maior parte das intervenções atende às normas estabelecidas pelos órgãos ambientais.

Uma das principais exigências é manter 1,5 metro de distância entre os visitantes e os viveiros. “Essa distância impede que as pessoas consigam tocar os animais através da tela. Algumas espécies podem reagir de forma agressiva quando se sentem ameaçadas”, explicou.

O projeto inclui também adequações em áreas de manejo, alimentação, quarentena e um espaço destinado à avaliação de animais silvestres resgatados.

Segundo Leandro, embora o bosque não funcione como hospital veterinário, a estrutura permitirá realizar uma triagem antes do encaminhamento dos animais para atendimento especializado, quando necessário. Atualmente, os casos que exigem tratamento são encaminhados ao Hospital Veterinário da UniFil, em Londrina, por meio de parceria com o Governo do Estado.

Apesar do avanço das obras, a Prefeitura ainda não definiu uma data para a reabertura do espaço. Segundo Leandro, as chuvas das últimas semanas atrasaram parte do cronograma. “Hoje temos cerca de 30% da obra para concluir. Estamos trabalhando para reabrir o Bosque o mais breve possível, mas não consigo informar uma data exata porque se trata de uma obra a céu aberto”, afirmou.

REGULARIZAÇÃO DO LICENCIAMENTO

Após a conclusão das obras e a regularização do licenciamento, o Bosque poderá voltar a receber novas espécies de animais silvestres. “O objetivo é cumprir todas as etapas do processo legal para que possamos receber novos animais e oferecer um espaço adequado tanto para eles quanto para a visitação”, disse o secretário Leandro Gustavo Pires

Hoje, o bosque abriga espécies como macacos-prego, pavões-azuis, faisões e diversas aves, entre elas as calopsitas.

Mesmo com o espaço fechado para visitação, a rotina de cuidados com os animais não foi interrompida.”O trato, a alimentação, a limpeza e o acompanhamento dos animais acontecem todos os dias, inclusive nos finais de semana e feriados”, ressaltou Rodrigo.