O Vale do Ivaí vai receber projeto-piloto do Paraná Conectado, um dos programas estratégicos para fortalecer a infraestrutura do meio rural paranaense lançado ontem pelo governador Ratinho Junior (PSD). As ações são voltadas à inclusão digital e modernização da infraestrutura das propriedades com adesão à rede trifásica, alvo do programa Se Liga Aí Paraná.
“Hoje é um dia muito importante para a agricultura do Paraná porque estamos falando de investimentos em várias áreas para atender o agricultor e fortalecer a vocação do nosso Estado, que é produzir alimentos e essas ações ajudam a manter o Estado como um verdadeiro supermercado do mundo”, afirmou o governador.
O Paraná Conectado, programa que será instalado de forma piloto no Vale do Ivaí para abranger 33 municípios, foi estruturado para ampliar a conectividade rural por meio de duas frentes complementares. A primeira é a expansão do acesso à internet fixa, por fibra óptica ou rádio.
Nesse modelo, o Governo do Estado vai abrir um processo de credenciamento de provedores de internet que atuam no meio rural. As empresas interessadas poderão acessar financiamento com subvenção de juros para investir na ampliação das redes. A proposta é estimular a atuação de provedores locais, garantindo preços mais acessíveis e maior capilaridade do serviço.
“Hoje, muitos equipamentos agrícolas modernos têm alta tecnologia, mas acabam sendo subutilizados por falta de conectividade. Com o Paraná Conectado, queremos garantir internet no campo para que o produtor possa usar todo o potencial do maquinário, acessar informação, aprender novas técnicas e emitir nota fiscal eletrônica”, destacou.
A segunda frente do programa é a ampliação do sinal de telefonia móvel 4G no campo, por meio da instalação de novas estações rádio base. Para isso, o Estado foi dividido em 22 regiões e vai realizar processos licitatórios por área. O projeto piloto começa no Vale do Ivaí, abrangendo 33 municípios.
Antes da licitação, será feito um mapeamento técnico das áreas com baixa ou nenhuma cobertura de celular, utilizando softwares e imagens de satélite para identificar a concentração de pessoas e propriedades rurais e definir os pontos ideais para a instalação das torres.
Após a execução das obras e a verificação do sinal nas coordenadas definidas em projeto, o Estado fará o pagamento às empresas responsáveis. A partir da implantação, as operadoras estarão habilitadas a comercializar chips e prestar o serviço de telefonia móvel nas áreas atendidas.