A eleição para a Presidência da República será decidida no segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em votação marcada para o próximo dia 25. A confirmação de que haverá uma nova etapa na disputa foi feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 20h56 deste domingo (4), momento em que 96,78% das urnas já estavam apuradas. O cenário consolidou a polarização política nacional entre o bolsonarismo e o petismo. Àquela altura, o candidato do PL somava 47,39% dos votos válidos, o equivalente a 56 milhões de votos contra 44,74% do mandatário petista, que fez 53,7 milhões de votos.
Daqui a três semanas, os eleitores retornarão às urnas para definir os rumos do país pelos próximos quatro anos, com posse marcada para o dia 5 de janeiro de 2027. O desfecho trará um ineditismo histórico de qualquer forma. Caso Lula saia vitorioso, assumirá o cargo aos 81 anos e se tornará o primeiro brasileiro a presidir o país por quatro vezes. Já uma eventual vitória de Flávio, aos 45 anos, marcará o retorno de sua família à cadeira que foi ocupada por seu pai, Jair Bolsonaro, entre os anos de 2019 e 2022.
A contagem dos votos neste domingo foi marcada por uma liderança inicial expressiva do candidato do PL, que chegou a registrar mais de 50% da preferência do eleitorado nas primeiras horas de apuração pelo TSE. No entanto, o cenário começou a mudar ao longo da noite. Por volta das 19h15, quando 64% das urnas já haviam sido contabilizadas, Flávio Bolsonaro caiu para baixo da marca da maioria absoluta, embora ainda mantivesse uma margem confortável de cerca de 5 milhões de votos sobre Lula. Na reta final da totalização, o petista conseguiu encurtar essa distância, reduzindo a vantagem do adversário para aproximadamente 2,6 milhões de votos.
A força da disputa entre os dois principais candidatos esvaziou as demais campanhas, deixando o restante dos postulantes para trás. Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) mantiveram, respectivamente, a terceira, a quarta e a quinta posições durante a maior parte da apuração. A corrida presidencial deste ano contou ainda com as participações de Romeu Zema (Novo), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO).