Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pousou na manhã de ontem, em Miami, nos Estados Unidos, com a esposa e a duas filhas. Após chegar em solo norte-americano, o senador e candidato derrotado na eleição presidencial para o presidente Lula, divulgou uma carta em que agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio recebido para sair do país e declarou não reconhecer o resultado das urnas no segundo turno da eleição presidencial, insinuou suposta fraude eleitoral e afirmou que vai liderar oposição a partir dos EUA.
No comunicado distribuído à imprensa por sua assessoria, Flávio diz ainda que correrá os riscos que os parlamentares eleitos do PL não poderão correr. Em uma primeira versão da carta, o senador se declarava o “verdadeiro presidente eleito do país”. Meia hora depois, o termo foi alterado para “líder do Brasil”.
“Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, diz.
Embora o Departamento de Migração argentino tenha informado que Flávio e a família deixaram o país rumo aos Estados Unidos na noite de terça-feira, o governo norte-americano já havia confirmado, no mesmo dia, a chegada do senador ao território dos EUA com a mulher e as duas filhas. No entanto, a família cruzou a fronteira com a Argentina às 22h50 de terça-feira (27), por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, e embarcou em um avião privado rumo a Guayaquil, no Equador. A aeronave decolou às 6h22 rumo a Miami.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repetiu, nesta quarta-feira (28), que não se envolverá na eleição do Brasil. “Não vou fazer um comentário sobre isso. Mas sei que demos a ele um passe para entrar no país. Mas foi uma eleição muito estranha, com certeza”, afirmou.
Apesar das declarações de Bolsonaro, em nota assinada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o partido afirmou que reconhece o resultado das eleições presidenciais.