Em agenda nesta sexta-feira no Norte do Estado, o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB) voltou a descartar qualquer possibilidade de não sair ‘cabeça de chapa’ na campanha para o governo do Estado. Em entrevista para Tribuna/TNOnline, o ex-secretário da base do governador Ratinho Junior afirma que tem trânsito em todo estado e sinalizou possíveis nomes de seu vice, que deve ser definido apenas nas convenções partidárias.
Segundo Greca, a mudança de sigla, ocorrida em março, quando trocou o PSD para o MDB foi justamente uma manobra direta para viabilizar seu projeto rumo ao governo do estado. “Sempre procurei fazer toda a minha vida pública pensando no coroamento da minha carreira com o cargo de governador do Paraná”, revelou.
Indagado uma possível vaga de vice na base de apoio do atual governador Ratinho Júnior (PSD), Greca foi taxativo e lembrou seu histórico na política paranaense. “Vocês me acham com cara de vice? Três vezes prefeito de Curitiba, ministro de Estado, coordenador de um programa de inteligência que deu a Curitiba dois títulos. Vice-governador também não quero ser porque nunca fui vice-prefeito. Então, o que eu sei fazer direito é governar”, salientou.
A definição do candidato a vice em sua chapa, segundo Greca, será tomada apenas na “derradeira hora”. No entanto, o ex-prefeito revelou simpatia por quadros expressivos do Paraná, mencionando nomes como os dos deputados Mateus Laiola (União) e Luísa Canziani (União), além do ex-prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP).
No cenário para o Senado, o emedebista indicou alinhamento com o ex-senador e ex-governador Álvaro Dias (MDB). “Nós apreciamos o nome do senador Álvaro Dias, ele quer que haja uma ampla aliança para daí colocar o seu nome”, disse.
Greca também minimizou as críticas de que seria um candidato restrito à capital. Ele citou sua passagem por diversas secretarias estaduais e a presidência da Cohapar para garantir que tem trânsito em todo o território paranaense. “Os que pensam que eu sou só um personagem de Curitiba, vão cair do cavalo, me aguardem”, alertou.
Em relação a propostas específicas para o norte do estado, o pré-candidato centrou seu discurso na sustentabilidade e na tecnologia voltada ao campo. “A grande proposta é criar um horizonte orgânico para o Paraná. Um horizonte orgânico para as cooperativas que o Paraná tem”, afirmou. O projeto de Greca inclui ainda a abertura de usinas de biometano e biodiesel para abastecer as frotas de transporte do Estado.
Sobre seu desempenho eleitoral, o político demonstrou confiança. “Por enquanto eu estou com 9% de rejeição, estou com 23% a 25% de aceitação, 91% dos paranaenses ainda me dão chance de considerarem o meu nome. Porque 9 menos 100 dá 91”, salienta.