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Pequenas empresas atingidas pelo temporal terão crédito a juro zero em Apucarana

Da Redação

| Edição de 06 de novembro de 2026 | Atualizado em 06 de novembro de 2026

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Pequenos empreendedores de Apucarana que tiveram seus estabelecimentos atingidos pelo temporal de 21 de setembro poderão contar com crédito de até R$ 20 mil, sem juros para quem pagar as parcelas em dia, para recuperar instalações, repor equipamentos e recompor estoques danificados. O crédito é do Programa Paraná Recupera Emergencial, do Governo do Estado. Apucarana é o primeiro município paranaense a aderir à iniciativa, segundo anunciou nesta sexta-feira (6) o prefeito Rodolfo Mota durante entrevista coletiva com participação de representantes do setor produtivo local.

O atendimento começa na próxima segunda-feira (9), na Sala do Empreendedor, ao lado da Prefeitura. O prefeito destaca que a iniciativa representa uma nova etapa das medidas adotadas pelo município para enfrentar as consequências do temporal. “O financiamento poderá ser pago em até 36 meses, com carência de até três meses e amortização em até 33 parcelas, sem cobrança de juros para quem cumprir as condições estabelecidas”, explicou. As linhas são para microempreendedores individuais (MEIs) e as microempresas formalizadas, com CNPJ.

O prefeito observa que o dinheiro emprestado também deverá beneficiar profissionais e fornecedores locais. “Esses R$ 20 mil vão para o serralheiro, para o marceneiro, para o carpinteiro, para a loja de material de construção, porque ainda tem gente que remendou a telha, mas precisa fazer a troca. Então, esse dinheiro vai ficar aqui na cidade, passando pela mão de várias pessoas”, exemplifica.

O crédito às empresas soma-se às outras frentes de socorro depois do temporal. A Prefeitura fez o cadastro que liberou o saque-calamidade do FGTS aos trabalhadores com carteira assinada, e a Câmara aprovou por unanimidade o auxílio-calamidade de R$ 2.190,30 para até 500 servidores municipais, que será regulamentado por decreto.

Para necessidades superiores, acima de R$ 20 mil e até R$ 250 mil, os empresários devem procurar diretamente as entidades que representam os segmentos. No caso dos comerciantes, a busca de orientações deve ser feita junto ao Sindicato do Comércio Varejista de Apucarana (Sivana), enquanto os empresários de outros setores serão atendidos pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia).

Setor produtivo destaca agilidade

O presidente da Associação das Indústrias do Parque da Juruba, Ulisses Eduardo de Souza, afirma que a iniciativa contribui para preservar empregos, proteger investimentos e criar condições para a continuidade das atividades industriais no município.

A presidenta do Sivana, Aída Santos Assunção, conta que a entidade procurou diretamente os associados mais atingidos para agilizar o levantamento. “Eu liguei pessoalmente para as empresas que eu sabia que tinham danificado muito. Com esse juro zero, é realmente o que o lojista precisa”, enfatizou.

O presidente da Acia, Elio Pinto, lembra que os prejuízos provocados pela tempestade ainda afetam estabelecimentos comerciais e industriais. “Várias empresas continuam com problemas e há ainda muitos imóveis destelhados”, relatou.