Pelas quatro pesquisas divulgadas entre segunda-feira e ontem, tudo indica que poderá haver segundo turno na eleição para o governo do Paraná. A hipótese da eleição ser liquidada neste dia 4 de outubro não pode ser descartada, mas diversos institutos de pesquisa, mesmo com números diferentes e divergentes, apontam a possibilidade de segundo turno. Para o staff do candidato Sérgio Moro (PL), se não houver nenhum fato novo até este domingo, a eleição pode ser decidida no primeiro turno, baseando-se em pesquisas internas da coordenação. Pelo lado do candidato apoiado pelo governador Ratinho Junior, o deputado federal Sandro Alex, do PSD, o debate de ontem na RPC e a mobilização dos prefeitos pelo Paraná afora podem forçar um segundo turno. Pensamento compartilhado pela campanha de Requião Filho (PDT), embora não tenha o apoio de prefeitos. Para os coordenadores de campanha dele, a mobilização da esquerda pode levá-lo ao segundo turno, da mesma forma que apontam pesquisas internas do partido. Uma coisa é certa: para ter segundo turno, é preciso tirar votos de Sérgio Moro, e seus adversários têm quatro dias para fazer isso acontecer. Se Sandro Alex tirar votos de Requião Filho e vice-versa, nada muda. A cereja do bolo para ter segundo turno é Moro perder votos nesta reta final. E o adversário para enfrentá-lo no segundo turno tem que ganhar os votos perdidos de Moro e mais alguns pontos do outro concorrente. Equação difícil, porém não impossível. As urnas, após abertas neste domingo, vão pôr tudo em pratos limpos.
O fim da campanha
Nesta quinta-feira, 1º de outubro, é o último dia de exibição dos programas eleitorais no rádio e TV, como também o último para propaganda paga na internet. Da mesma forma, é a data limite para a realização de comícios. Já a distribuição de material impresso, carreatas, caminhadas e corpo a corpo com o eleitor podem ser feitos até as 22 horas de sábado, véspera da eleição. O mesmo prazo vale para a retirada dos wind banners.
Polêmica no Podemos
Apenas dois candidatos a deputado estadual do Podemos no Paraná foram aquinhoados com quase 70 por cento do fundo eleitoral destinado ao partido. O atual deputado estadual Do Carmo, que vai à reeleição, recebeu R$ 1,2 milhão, enquanto a atual presidente da agremiação e mãe do deputado federal Filipe Francischini, Lu Bonato, que disputa uma eleição pela primeira vez, ficou com R$ 1,15 milhão. Isso ainda vai dar problema.
Excesso de pesquisas
O eleitor paranaense está ficando igual biruta de aeroporto com tantas pesquisas sendo divulgadas ao mesmo tempo. Nesta derradeira semana de campanha, nada menos do que 14 pesquisas vão pipocar até domingo; só entre segunda-feira e ontem, pelo menos quatro delas já vieram a público. O pior é que cada uma traz um resultado diferente da outra, com números que extrapolam, e muito, a chamada margem de erro. Difícil entender.
Estratégia de Dallagnol
Proibido de fazer campanha para si, por ato do Tribunal Superior Eleitoral que ainda vai julgar sua inelegibilidade, o candidato do Novo ao Senado, Deltan Dallagnol, achou um jeito de driblar a proibição, aparecendo em vídeos nos programas e inserções no rádio e TV pedindo votos para Filipe Barros (PL) que, por sua vez, pede votos para Dallagnol. E assim o nome de Dallagnol fica em evidência e vai estar nas urnas.
Filhos em campanha
Os dois filhos do deputado federal Beto Preto (PSD) estão tomando gosto pela política, embora ainda não possam votar por uma diferença de apenas um dia em relação à idade para tirar o título eleitoral. Mas eles encontraram um jeito de ajudar a campanha do pai. Pedro e Cecília, gêmeos, estão reunindo os amigos que já podem votar e, com a ajuda deles, mobilizando outros jovens para apoiarem o pai, Beto Preto.