OPINIÃO

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O desafio da violência sexual contra crianças

Tribuna do Norte

| Edição de 28 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Praticamente a cada semana, novas denúncias de abuso sexual contra crianças são investigadas pela Polícia Civil de Apucarana. Apenas neste ano, pelo menos 40 inquéritos envolvendo crimes contra menores foram abertos no município. O número já supera em 82% o acumulado de 2014, quando 22 casos chegaram ao conhecimento da polícia. O avanço desse tipo de ocorrência assusta a população, revelando uma faceta atroz de abusadores, a maioria formada por integrantes da própria família.

O caso mais recente foi registrado na última quinta-feira, quando a Polícia Civil apresentou um homem de 33 anos suspeito de estuprar a enteada de 14 anos e de aliciar outras crianças. Segundo a investigação, a menina sofria a violência sexual desde o 11 anos de idade pelo padrasto, por quem era chantageada através de fotos íntimas.

Infelizmente, esse tipo de situação é mais frequente do que se imagina. E o pior: a violência é praticada por alguém muito próximo da família, sendo um parente ou uma pessoa habituada a frequentar a residência.

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ocorrem no Brasil, por ano, cerca de 100 mil casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Mas menos de 20% desses casos, no entanto, chegam ao conhecimento das pessoas encarregadas de tomar providências. Ou seja, milhares de crianças e adolescentes convivem com esse drama em silêncio, com medo e acossadas por esses abusadores. São pessoas sem escrúpulos,verdadeiros monstros, que destroem a vida de menores inocentes.

Dentro de casa, é preciso vigilância no caso de suspeitas. Tocar, acariciar as partes íntimas, levar a criança a assistir ou participar de práticas sexuais de qualquer natureza constituem características desse tipo de crime.

Para cessar com essa prática doentia, é imperativo que as famílias denunciem os abusadores imediatamente. Basta discar o número 100 e informar a ocorrência. Ou buscar ajuda no 190 da Polícia Militar. Qualquer suspeita precisa ser informada para que uma criança possa ser poupada desse drama e desse sofrimento. O combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes é fundamental para toda a sociedade.