OPINIÃO

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Os planos de resíduos que não saem do papel

Tribuna do Norte

| Edição de 26 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Um péssimo hábito do brasileiro é deixar tudo para a última hora. Esse comportamento já entrou no folclore nacional. No entanto, é uma característica extremamente nociva, principalmente quando se reproduz na administração pública, que deveria pautar suas ações no planejamento e na organização.

Um dos exemplos é a questão dos aterros sanitários. Milhares de municípios brasileiros ainda não conseguiram acabar com os famigerados lixões, incluindo vários no Paraná. Segundo levantamento do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), apeans 226 municípios paranaenses (56,6%) dispõem de aterros licenciados.

Dos 173 ainda em situação irregular, 120 contam com aterros controlados e 53 ainda fazem uso dos lixões. Dentre os que estão em situação regular, 24% contam com coleta seletiva e 14% já dispõem de barracões de triagem para reciclagem do material recolhido. Muitos dos municípios que ainda contam com lixões estão no Vale do Ivaí.

O prazo para os municípios apresentarem seus planos de gestão de resíduos sólidos terminaria em julho de 2015. No entanto, o mês limite chegou, e pelo menos 4 mil municípios brasileiros não cumpriram a determinação. Postergaram quanto puderam e, na reta final, chegaram à conclusão óbvia de que não conseguiriam construir seus aterros sanitários a tempo.

Assim, uma emenda apresentada pelo deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB-PR) foi aprovada recentemente pelo Senado, prorrogando até 2018 o prazo para que as prefeituras elaborem finalmentre seus planos de gestão de resíduos sólidos.

A existência de lixões é absurda em tempos atuais. A questão do lixo vem sendo discutida há décadas e, com o aumento de resíduos, todos os municípios já deveriam ter colocado em prática ações para garantir um tratamento decente, preservando o meio ambiente. A questão do coleta seletiva, algo fundamental, praticamente ainda engatinha em todo o País.

Será que os municípios conseguirão até 2018 resolver a questão dos resíduos? É uma pergunta complicada de responder. Esse novo prazo será cumprido somente se as prefeituras começaram agora, já, a tomar providências. Se deixarem para a última hora, de novo, não é de se duvidar de uma nova postergação.