O trecho da PR-466 que corta o Vale do Ivaí vem se transformando na “rodovia da morte” na região. Os quase 80 quilômetros entre Kaloré e Ivaiporã registram um grande número de acidentes. Desde janeiro, pelo menos 13 pessoas perderam a vida no trecho. Autoridades do Vale do Ivaí cobram mais fiscalização e melhorias na estrada.
A 13ª vítima foi o jovem Diego Fernando Seixas, de 26 anos. Ele morreu na última quarta-feira à noite após bater o carro que dirigia com uma carreta no trecho, entre Ivaiporã e Jardim Alegre. Na colisão, outras três pessoas ficaram feridas. O local onde aconteceu o acidente, inclusive, já foi palco de outras tragédias.
O acidente mais grave da PR-466 neste ano ocorreu em abril, quando cinco pessoas morreram na hora e outras duas no hospital, fruto de uma colisão frontal entre um Fiat Brava de Jundiaí e Polo com placas de Ivaiporã a cerca de 300 metros do trevo de acesso a Arapuã.
Os moradores de Jardim Alegre e Ivaiporã se mostram preocupados com o perigo nesta rodovia e cobram melhorias na pista e também maior fiscalização. O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) de Ivaiporã, por exemplo, já iniciou uma mobilização para pedir intervenções nessa importante rodovia que liga vários municípios do Vale do Ivaí.
O risco de acidentes da PR-466 preocupa. A rodovia tem grande extensão e corta várias regiões do Paraná. No entanto, a maioria dos acidentes graves é registrada no trecho do Vale do Ivaí.
A questão da imprudência é o principal problema, segundo avaliação do Conseg. Por isso, o órgão quer maior fiscalização e defende a implantação de novo posto da PRE próximo a Ivaiporã - o mais próximo fica em Lunardelli.
Com mais policiais rodoviários monitorando a estrada, espera-se que o abuso de alguns condutores reduza. Hoje, muitos motoristas exageram na velocidade e, alguns, ingerem bebidas alcoólicas antes de dirigir porque sabem que, dificilmente, serão parados em alguma blitz.
O rótulo de “rodovia da morte” é inaceitável. Alguma coisa precisa ser feita para reduzir esse número alto de acidentes. Mobilizar a comunidade é o primeiro passo.