POLÍTICA

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Após ataques, STF lança campanha em defesa da democracia brasileira

Da Redação

| Edição de 17 de janeiro de 2023 | Atualizado em 17 de janeiro de 2023
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O Supremo Tribunal Federal (STF) lançou nesta terça-feira a campanha Democracia Inabalada, composta por um conjunto de vídeos e postagens que já estão sendo divulgados desde ontem e vai até o dia 1º de fevereiro. A iniciativa é uma resposta às invasões e depredações dos prédios públicos dos três Poderes, que ocorreram no dia 8 de janeiro.

No primeiro vídeo, imagens do prédio sede do STF são veiculadas com um filtro preto e branco. Ao fundo, é possível ouvir a manifestação dos vândalos que depredaram o edifício enquanto a seguinte mensagem é veiculada: “Vidraças foram quebradas, estátuas foram derrubadas, cadeiras foram arrancadas, mas a defesa da constituição segue inabalada”.

Esse é, segundo o próprio Supremo, o objetivo da campanha: “ressaltar a solidez das instituições brasileiras e o fortalecimento do STF diante dos atos criminosos de que foi vítima”.

Além de vídeos na TV Justiça e postagens nas redes sociais do Tribunal, a campanha tem sido divulgada pelos próprios ministros, como o Luís Roberto Barroso. Em publicação em suas redes sociais, vários magistrados afirmaram que democracia é “invencível” e “representa o esforço da humanidade para que todos sejam livres e iguais”, disse.

“O STF foi danificado por terroristas. Mas as Instituições não são feitas só de tijolos, são feitas de pessoas, coragem e determinação. Vamos reconstruir as estruturas e mostrar que a Constituição Federal e a Democracia seguem mais fortes do que nunca”, declarou o ministro Alexandre de Moraes.

“Prédios podem ser destruídos. A democracia é invencível. Ela representa o esforço da humanidade para que todos sejam livres e iguais. A história mostra que tiranos, terroristas e outros delinquentes não podem derrotá-la. A violência nunca é o caminho”, acrescentou Luís Barroso.

O ministro Gilmar Mendes também se manifestou a respeito, dentro da campanha pela democracia, a respeito do que ocorreu em Brasília no dia 8 de janeiro. “Neste momento, dezenas de pessoas trabalham para reerguer o plenário do Supremo Tribunal Federal. Foram severos os danos ao patrimônio público, mas o trabalho do STF em defesa da Constituição nunca foi abalado”, comentou.