POLÍTICA

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Governo quer retomar duas mil obras paralisadas em todo País

Editoria de Política

| Edição de 27 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciou ontem que o governo pretende retomar duas mil obras de pequeno porte que estão paralisadas pelo País.

O anúncio foi feito após uma reunião de ministros do setor de infraestrutura com o presidente interino Michel Temer (PMDB) nesta terça-feira. De acordo com Oliveira, o saldo a pagar dessas obras, quase todas pertencentes ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e muitas feitas em convênios com estados e municípios, é estimado em R$ 2 bilhões.

Imagem ilustrativa da imagem Governo quer retomar duas mil obras paralisadas em todo País

Os recursos usados para elas serão remanejados de outros projetos dos próprios ministérios, sem novos gastos. Segundo Oliveira, vão receber recursos as obras que só tiverem problemas de orçamento para seguir. Mas, segundo ele, parte das intervenções não pode continuar por outros problemas, como falta de licença, por exemplo. Estão contemplados projetos de rodovias, saneamento, mobilidade urbana, entre outros.

Segundo Oliveira, todos os projetos de obras públicas paradas de até R$ 10 milhões com recursos do Governo Federal estão nesse pacote.

De acordo com o ministro, a escolha do presidente interino por começar pelas obras de menor valor seria porque elas “agregam mais movimento ao comércio local” e também agregariam mais empregos nessas regiões, prioridade do governo.

NA REGIÃO

Em Ivaiporã, segundo o prefeito Luiz Carlos Gil (PSDB), quatro obras estão inacabadas por falta de pagamento da União: uma escola, um ginásio poliesportivo e duas de creches. “Temos também alguns pedidos de recursos de obras iniciadas em 2013 e 2014 que estão em andamento, tais como a duplicação da Av. Marechal Cordeiro de Farias e da Av. Maranhão e estão sendo liquidadas aos poucos. Acredito que com a decisão do governo federal essas obras também devem acelerar”, destaca Carlos Gil. O prefeito ressalta que a liberação desses recursos era necessária e vão ajudar a economia. “Obras em andamento só trazem benefícios, movimentam o comércio, a indústria, e dão uma injeção na geração de empregos. É uma decisão altamente positiva para o País”, comenta Carlos Gil.

O engenheiro Sidney Botelho, proprietário de uma construtora que tem várias obras inacabadas na região e no Estado, comemora. “É uma notícia que chega em boa hora. Parte das construtoras passa por dificuldades por conta desse atraso. Vai nos ajudar muito, pois temos contrato e queremos concluir essas obras. Com certeza, com a obras em andamento vamos conseguir gerar mais empregos e com isso movimentar a economia”, ressalta Botelho.

Em Jandaia do Sul, encontra-se paralisada a obra de fundo de vale na nascente do Rio Cambará, no valor de R$ 1,4 milhão. Segundo a administração municipal, a empresa que assumiu a obra achou o valor muito baixo e acabou devolvendo o projeto.