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13º salário injeta R$ 230 mi na região

Renan Vallim

| Edição de 30 de outubro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Até dezembro deste ano, a economia da microrregião de Apucarana deve receber mais de R$ 230 milhões com o pagamento do 13º salário, o que deve impactar no comércio e serviços no final do ano. Esse valor reúne o montante que os trabalhadores do mercado formal deverão receber, além dos valores destinados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Imagem ilustrativa da imagem 13º salário injeta R$ 230 mi na região

Os dados considerados para a estimativa dos valores a serem pagos para os trabalhadores do mercado formal são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), ambos do Ministério do Trabalho. Já os dados estimados para os aposentados e pensionistas foram baseados em informações do Ministério da Previdência Social.

Desse total, cerca de R$ 175,1 milhões serão provenientes do pagamento aos trabalhadores do mercado formal. Já os outros R$ 55,3 milhões vêm do pagamento para os aposentados e pensionistas. No total, serão beneficiadas na microrregião de cerca de cem mil pessoas.

Cerca de 81,9% do montante total deve ser proveniente de Apucarana e Arapongas. O município de Arapongas é responsável pela maior parte: 42,1%. Trabalhadores da cidade devem receber R$ 77,8 milhões, enquanto que aposentados e pensionistas devem ganhar R$ 19 milhões, totalizando mais de R$ 96,8 milhões.

Em Apucarana, o valor destinado a aposentados e pensionistas é maior do que na cidade vizinha: quase R$ 24,3 milhões. No entanto, com renda per capta menor, o município apucaranense deve registrar montante inferior para trabalhadores formais, chegando a R$ 67,4 milhões.

Em Jandaia do Sul, a expectativa é de que R$ 16,5 milhões sejam injetados na economia no final do ano, através do 13º salário. Desse total, R$ 11,4 milhões é proveniente dos trabalhadores formais. Já o restante, pouco menos de R$ 5,1 milhões, virá para aposentados e pensionistas.

O levantamento foi realizado pelo economista e professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Rogério Ribeiro.

Segundo ele, a crise econômica enfrentada pelo país terá grande influência no destino do 13º salário. “Com o aumento do endividamento das famílias, a expectativa é que boa parte dos recursos oriundos do 13º salário deva ser direcionada para o pagamento de débitos. Essa deve ser a prioridade de boa parte das pessoas”, diz.

O economista aconselha as pessoas a se preocuparem também com o início do ano que vem. “O 13º também pode ser guardado para as contas tradicionais do início do ano, como o IPTU, o IPVA e o material escolar dos filhos”, salienta.