Mil quatrocentos e dezoito motoristas foram flagrados por excesso de velocidade nas rodovias federais que cortam a região neste primeiro semestre. São uma média de 8 notificações por dia feitas pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Arapongas, Apucarana e Jandaia do Sul. Dirigir acima do limite permitido na via representa 38% do total das infrações. Em comparação ao mesmo período do ano passado, houve uma redução de 32% neste tipo de infração e uma queda de 46% no geral, passando de 6.880 para 3.693.
O trecho com maior número de infrações registradas é o Distrito de Aricanduva, que fica às margens da BR-369, em Arapongas. No local, das 1.418 multas, 972 foram registradas entre o km 181 a 194, o que representa 68% de todas as notificações do gênero. Em segundo lugar no ranking das infrações aparece Apucarana com 314 multas. Todas as notificações foram registradas no km 230 da BR-376, próximo à entrada do Distrito do Pirapó. Já, em Jandaia do Sul, a PRF efetuou 132 infrações.
No mesmo período de 2015, Apucarana registrou 337 multas, a maior parte das notificações ocorreu próximo ao Distrito do Pirapó e também na Vila Rural Nova Ucrânia, no Contorno Sul. Aricanduva, mais uma vez, aparece no topo da lista com 1.756 condutores autuados por dirigir acima da velocidade. Destes, 129 passaram a mais de 50% da velocidade permitida na via, que é de 60km/h.
USUÁRIOS
Quem mora ou trabalha no Distrito de Aricanduva sabe bem o que representa o desrespeito dos motoristas. Um exemplo é a empresária Lúcia Correia da Cruz, 38 anos, que precisa atravessar todos os dias a BR-369. Ela, que mora em Apucarana, faz o trecho tanto de ônibus metropolitano quanto de carro. “Já cheguei esperar 20 minutos para conseguir atravessar a pista. Os motoristas não respeitam o limite de velocidade. Quase ninguém passa a 60km/h”, garante. Aliás, é só observar o tráfego para perceber que os condutores não reduzem ao passar pela sede do distrito.
Ainda segundo a empresária, o condutor que reduz a velocidade também é pressionado por outros condutores. “Quando venho de carro e reduzo, é comum motoristas buzinarem ou até jogar luz alta. Pressionam para aumentar a velocidade”, revela. Na avaliação dela, as multas são necessárias para “conscientizar” os motoristas.
As irmãs Cláudia Valério, 42, e Jovana Grzegorczyk, 44, que moram na localidade e também precisam cruzar a pista com frequência, acreditam que só mexendo no bolso dos motoristas, para respeitarem o limite de velocidade. “Só passa na velocidade quem já foi multado. Acredito que um radar fixo iria ajudar a disciplinar os motoristas”, diz Cláudia.
A também moradora Márcia Regina Bonacine, 50, defende a implantação de um radar. “Não respeitam. Só com a multa mesmo para mudar”, acredita ela, que precisar atravessar a pista, no mínimo, uma vez por semana.