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Preço da cebola tem alta de 155%

Cindy Santos

| Edição de 11 de outubro de 2022 | Atualizado em 11 de outubro de 2022
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Ingrediente indispensável na hora de cozinhar, a cebola tem feito o consumidor chorar por causa do preço que disparou neste ano. Relatório da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab-PR) aponta que de janeiro a setembro o valor da hortaliça mais que dobrou, um aumento de 155,8% no custo recebido pelo produtor. Se comparado com um ano atrás, o valor está cinco vezes mais alto. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), do Núcleo Regional de Apucarana da Seab, a alta nos custos da produção resultou em queda no plantio da hortaliça nas regiões produtoras o que impactou os preços para o consumidor.

Em janeiro deste ano, o produtor vendia a caixa com 20 quilos de cebola a R$ 31,88, valor que em nove meses aumentou para R$ 81,56, uma diferença de quase R$ 50. Em setembro do ano passado o agricultor vendia a mesma a caixa por R$ 15,01, diferença de R$ 66,55. A valorização no preço da cebola reflete no bolso do consumidor que acaba pagando mais caro pelo produto. Em três supermercados de Apucarana, a hortaliça foi encontrada entre R$ 4,99 (oferta) a R$ 6,98 o quilo. 

De acordo com o técnico do Deral, Adriano Nunomura, essa alta de custo é reflexo da queda no cultivo em regiões produtoras. “Um número menor de produtores plantou esta hortaliça este ano devido ao aumento dos custos de produção, entre outros fatores, e com isso, a oferta do produto está menor”, comenta. E como a demanda não diminuiu, os preços aumentaram seguindo a lei da oferta e demanda, explica o técnico. 

Na área do Núcleo de Apucarana da Secretaria de Agricultura e Abastecimentos (Seab), havia apenas um produtor de cebola. Nunomura conta que o agricultor desistiu da cultura e passou a plantar cenoura. 

“Como a cebola é uma hortaliça plantada a céu aberto, está sujeita a perdas devido as adversidades climáticas, como o excesso de chuva. Ela perde a qualidade e o rendimento é menor. Outras hortaliças, como a cenoura por exemplo, têm o ciclo de vida menor sendo possível colher duas vezes por ano”, explica. 


Dona de restaurante em Apucarana segura aumento de preço para manter clientes 

A inflação que atinge o custo dos alimentos obrigou empresária Sônia Casagrande Ribeiro a reajustar o preço da refeição vendida em seu restaurante por duas vezes no início deste ano, mas dessa vez, mesmo com a cebola mais cara, ela disse que vai segurar para “não assustar os clientes. “O lucro fica menor, mas mantemos nossa freguesia”, afirma.

Ela que também é proprietária de um buffet em Apucarana, compra em média 20 quilos da hortaliça por semana, aproximadamente 80 quilos por mês. “Usamos mais do que alho no tempero dos pratos”, revela. 

Por ser um ingrediente essencial, a saída é pesquisar preço nos supermercados da cidade. “A gente procura oferta, porque o preço subiu muito. A cebola, quando não está em oferta custa R$ 6,99 e quando está em oferta achamos por R$ 4 até R$ 3,49. Infelizmente não posso tirar a cebola, porque é essencial para nosso tempero”, comenta.