Com a ida de executivos da Andrade Gutierrez para a prisão domiciliar, Marcelo Odebrecht, herdeiro e ex-presidente da Odebrecht, é um dos poucos empresários investigados na Lava Jato que permanecem atrás das grades. Ele está detido desde junho de 2014. Seus únicos companheiros no CMP (Complexo Médico-Penal), em Pinhais (PR), são Márcio Faria e Rogério Araújo, ex-funcionários do grupo. Ao contrário de executivos da Camargo Corrêa, UTC, Schahin, Carioca, Toyo-Setal e agora Andrade Gutierrez, que optaram pela delação para garantirem liberdade, Marcelo não cogita a possibilidade. Em depoimento à CPI da Petrobras, em setembro, ele chamou os delatores de “dedo-duro” e disse que se suas filhas brigassem e ele perguntasse quem começou, “talvez brigasse mais com quem dedurou do que com aquela que fez o fato”.
PARA BUENO, MELHOR REFORMA É A SAÍDA DA DILMA
O líder do PPS na Câmara Federal, deputado paranaense Rubens Bueno, considera absurda a mensagem que a presidente Dilma Rousseff (PT) levou ao Congresso Nacional, na última terça-feira, na abertura dos trabalhos após o recesso parlamentar. Ele ironizou principalmente suas propostas de reforma fiscal e previdenciária. Para Rubens Bueno, uma mudança eficaz só será realizada com a saída da petista do comando do País. “A grande reforma seria a mudança de governo para o País se reencontrar com a verdade”, disse Bueno em entrevista para a imprensa. Para o parlamentar, o pronunciamento da presidente foi mais do mesmo. “Se você lembrar que sem a meta ela iria dobrar a meta, agora ele dobrou a meta. A meta de nada é nada”, ironizou.