ECONOMIA

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Economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, aponta prévia da FGV

(via Agência Brasil)

| Edição de 20 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 20 de fevereiro de 2026

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A economia brasileira apresentou um crescimento de 2,2% em 2025 em relação ao ano anterior, segundo a pesquisa Monitor do PIB, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Este estudo é uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

O resultado de 2025 marca o quinto ano consecutivo de crescimento, embora tenha havido uma desaceleração nos últimos meses. Em 2024, o crescimento foi de 3,4%. Em dezembro, o PIB não apresentou variação em comparação a novembro, e no quarto trimestre, manteve-se estável em relação ao terceiro.

Setores

O Monitor do PIB detalha que o consumo das famílias aumentou 1,5% em 2025. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que reflete o nível de investimento na economia, cresceu 3,6% no ano. No comércio exterior, as exportações subiram 6,2%, enquanto as importações aumentaram 5,1%. A taxa de investimento da economia foi estimada em 17,1%, a maior dos últimos três anos.

Recordes

Em termos monetários, o PIB brasileiro atingiu R$ 12,63 trilhões, o maior valor da série histórica. O PIB per capita também alcançou um patamar recorde, chegando a R$ 59.182.

Análise

Juliana Trece, coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, aponta que os juros altos foram um dos fatores que contribuíram para a desaceleração do crescimento econômico em 2025. "Houve uma perda de fôlego do PIB ao longo do ano, com um início forte e uma estabilização no quarto trimestre", afirmou.

Efeito dos juros

O ano de 2025 foi marcado por um aperto monetário significativo, com a taxa Selic subindo de 10,5% ao ano em setembro de 2024 para 15% em junho de 2025, permanecendo nesse nível até o momento. Essa alta nos juros, destinada a controlar a inflação, impactou negativamente o consumo e os investimentos, embora tenha contribuído para a redução da inflação.

Apesar do cenário restritivo, 2025 terminou com a menor taxa de desemprego já registrada, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Tarifaço

Outro fator que influenciou a economia foi o "tarifaço" imposto pelos Estados Unidos, que afetou as exportações brasileiras. A medida, iniciada em agosto de 2025, visava proteger a economia americana, mas foi derrubada recentemente pela Suprema Corte dos EUA.

Resultado oficial

O Monitor do PIB é uma das ferramentas utilizadas para medir a economia brasileira, juntamente com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que indicou um crescimento de 2,5% em 2025. O resultado oficial do PIB será divulgado pelo IBGE em 3 de março.



Com informações da Agência Brasil