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Pão de Açúcar anuncia acordo para renegociar dívida de R$ 4,5 bilhões

(via Agência Brasil)

| Edição de 10 de março de 2026 | Atualizado em 10 de março de 2026

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O Grupo Pão de Açúcar (GPA) revelou nesta terça-feira (10) que firmou um acordo com seus principais credores para implementar um plano de recuperação extrajudicial. Essa iniciativa, se aprovada, permitirá à empresa renegociar parte de suas dívidas diretamente com os credores, sem a necessidade de intervenção judicial.

O plano, que entra em vigor imediatamente, abrange apenas as dívidas sem garantias, que, conforme informações do próprio grupo, somam cerca de R$ 4,5 bilhões. As despesas operacionais e correntes foram excluídas do acordo, garantindo assim a continuidade dos pagamentos a funcionários, fornecedores, parceiros e clientes.

O acordo foi celebrado com os principais credores, que detêm R$ 2,1 bilhões do valor total da negociação, superando o quórum mínimo legal de um terço dos créditos afetados. Em comunicado divulgado nesta manhã, a companhia afirmou que o plano "cria um ambiente seguro e estável para a continuidade, por 90 dias, das negociações" que já estavam em andamento.

“Neste período, a companhia confia que conseguirá o apoio da maioria dos créditos sujeitos ao processo e espera chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo”, informou o Pão de Açúcar.

O grupo ressaltou que o processo foi estruturado para preservar a operação de suas lojas, que continuarão funcionando normalmente.

“Assim, o plano representa um passo importante para o objetivo da administração de fortalecer o balanço, melhorar o perfil do endividamento e posicionar a companhia para o futuro, ao mesmo tempo que preserva o relacionamento com fornecedores e protege sua operação”, diz o comunicado. "Em breve, o grupo espera divulgar em seu site mais informações sobre o processo de recuperação extrajudicial."

Na semana anterior, o grupo já havia informado que continuava negociando com parte de seus credores a repactuação de dívidas financeiras e outras obrigações de curto prazo. O objetivo, segundo a companhia, é melhorar “o perfil de seu endividamento” e “reforçar a liquidez”, sem envolver questões operacionais cotidianas.

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Com informações da Agência Brasil