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Chacina de Paraisópolis: Promotoria pede júri popular a PMs envolvidos

(via Agência Brasil)

| Edição de 02 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 02 de fevereiro de 2026

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O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça que os 13 policiais militares envolvidos na morte de nove jovens durante um baile funk em Paraisópolis sejam submetidos a júri popular.

O caso em questão ocorreu na noite de 1º de dezembro de 2019, quando nove jovens que participavam de um baile funk na comunidade DZ7, em Paraisópolis, São Paulo, foram mortos.

A promotora de Justiça Luciana André Jordão Dias apresentou o pedido em suas alegações finais durante uma audiência de instrução no Tribunal de Justiça de São Paulo. Este processo visa apenas decidir se os policiais serão levados a júri popular.

O que é o júri popular?

O júri popular é um órgão especial da Justiça, previsto na Constituição, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. Nele, sete jurados, selecionados entre a população, decidem sobre a inocência ou culpa dos réus.

Os 13 policiais militares enfrentam acusações de lesões corporais e homicídios triplamente qualificados, incluindo motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e meio cruel associado ao perigo comum.

Argumentos da promotoria

Para a promotora, as evidências coletadas durante a investigação indicam que os policiais assumiram o risco de causar mortes ao fecharem as vias ao redor do baile, impedindo rotas de fuga e gerando pânico. Além disso, teriam utilizado força desproporcional.

O Ministério Público afirma que a multidão foi encurralada e empurrada para a Viela do Louro, um espaço inadequado para a quantidade de pessoas presentes.

O massacre

O massacre ocorreu durante um baile funk em Paraisópolis, resultando na morte de Gustavo Cruz Xavier, Denys Henrique Quirino da Silva, Marcos Paulo de Oliveira Santos, Dennys Guilherme dos Santos Franco, Luara Victoria de Oliveira, Eduardo Silva, Gabriel Rogério de Moraes, Bruno Gabriel dos Santos e Mateus dos Santos Costa, com idades entre 14 e 23 anos.

Na época, a PM alegou que os agentes reagiram a um ataque de criminosos que teriam disparado contra as viaturas e corrido em direção ao baile. A corporação sustenta que as mortes ocorreram por pisoteamento, versão contestada pelas famílias.



Com informações da Agência Brasil