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Dinheiro é jogado pela janela em operação da PF contra Rioprevidência

(via Agência Brasil)

| Edição de 11 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 11 de fevereiro de 2026

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Uma operação da Polícia Federal em Balneário Camboriú, litoral norte de Santa Catarina, resultou em uma cena inusitada na manhã desta quarta-feira (11): uma mala cheia de dinheiro foi lançada pela janela de um apartamento. A ação faz parte da terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores do Rio de Janeiro.

Mandados e apreensões

Durante a operação, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão, um em Balneário Camboriú e outro em Itapema, cidade vizinha. O objetivo era recuperar bens e valores que haviam sido retirados de um imóvel no Rio de Janeiro, conforme apurado na primeira fase da operação, ocorrida em 23 de janeiro.

Imagem ilustrativa da imagem Dinheiro é jogado pela janela em operação da PF contra Rioprevidência
Polícia Federal apreende dinheiro na Operação Barco de Papel, em Balneário Camboriú - Foto: Polícia Federal/ Divulgação

Entre os alvos das buscas estavam endereços ligados ao ex-presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, e aos ex-diretores Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal. Na ação desta quarta-feira, foram apreendidos dinheiro em espécie, dois carros de luxo e dois celulares, um deles pertencente à pessoa que lançou a mala pela janela.

Investigação e contexto

A Operação Barco de Papel investiga a compra suspeita de letras financeiras pelo Rioprevidência, emitidas pelo Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, o fundo investiu cerca de R$ 970 milhões no banco, que está sob suspeita de envolvimento em um esquema fraudulento bilionário, incluindo a emissão de títulos sem valor.

O Rioprevidência, responsável por pensões e aposentadorias dos servidores estaduais, nega qualquer irregularidade. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado devido a uma grave crise de liquidez e violações às normas.

Consequências e desdobramentos

No mesmo dia da operação, Deivis Marcon Antunes foi exonerado do cargo de presidente do Rioprevidência pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, após anunciar sua renúncia. Em fevereiro, ele foi preso na segunda fase da operação.



Com informações da Agência Brasil