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Discord anuncia novas regras para segurança de usuários adolescentes

(via Agência Brasil)

| Edição de 11 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 11 de fevereiro de 2026

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A plataforma Discord anunciou que, a partir do início de março, vai reforçar globalmente suas ferramentas de segurança voltadas para adolescentes. Entre as novidades, estão ajustes nas configurações de comunicação, áreas com acesso restrito por idade, maior proteção da privacidade e verificação de idade por foto, entre outras medidas.

Com as novas diretrizes, adolescentes acima de 13 anos, sejam novos usuários ou já cadastrados, precisarão comprovar sua idade para acessar certas áreas e modificar configurações. O sistema do Discord também identificará usuários adultos, eliminando a necessidade de reafirmar a idade a cada acesso.

Os menores poderão escolher o método de verificação de idade, seja por identificação facial via foto ou envio de um documento, que será descartado após a verificação. Com esse novo sistema, ao confirmar a idade, o Discord ajustará os conteúdos conforme a faixa etária do usuário.

Além dessas medidas, a plataforma anunciou a criação do Conselho de Adolescentes, composto por 10 a 12 jovens que irão sugerir e opinar sobre futuras ações da empresa.

Outras Plataformas

O Discord não está sozinho nessa iniciativa. Em janeiro, o YouTube anunciou o uso de inteligência artificial para identificar usuários menores de idade em países como Brasil e Austrália, medida já implementada em algumas nações europeias. O Roblox, popular rede de jogos online, também introduziu novos instrumentos de segurança, exigindo comprovação de idade para participação em chats, o que gerou protestos entre as crianças.

Essas mudanças ocorrem em um contexto de crescente debate global sobre a segurança de crianças e adolescentes nas redes sociais.

Em dezembro, a Austrália proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos, e a Nova Zelândia considera seguir o mesmo caminho. Países como França, Dinamarca, Noruega e Espanha já implementaram restrições para essa faixa etária.

No Brasil, não há previsão de proibição, mas o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) responsabiliza lojas de aplicativos e plataformas pela segurança dos menores.



Com informações da Agência Brasil