Faltando dois meses para a Páscoa, celebrada em 5 de abril, e antes mesmo do Carnaval, supermercados de Apucarana e Arapongas já iniciaram a venda dos tradicionais ovos de chocolate. Para o Sindicato do Comércio Varejista de Apucarana (Sivana), a antecipação visa ampliar o tempo de exposição e estimular o consumo.
Conforme a presidente do Sivana, Aída Assunção, a antecipação segue uma tendência já observada em outros itens sazonais, como o panetone, que costumavam ser vendidos perto do Natal, mas que atualmente mantêm oferta regular durante o ano. Ela acredita que a oferta adiantada proporcionará um incremento no faturamento das empresas.
“O setor tem se adaptado a essa dinâmica, antecipando a oferta de produtos sazonais, que desempenham um papel crucial, tanto para os supermercados quanto para o varejo em geral, impulsionando as vendas”, explica a presidente do Sivana.
Aída pontua ainda que a proximidade do Carnaval, em fevereiro, acelera a movimentação logística para a substituição e o incremento do estoque nas prateleiras. “A proximidade do Carnaval, em fevereiro, sugere essa movimentação. O objetivo é, de fato, começar as vendas mais cedo, capitalizando a demanda do consumidor”, acrescenta.
A reportagem consultou outros três estabelecimentos da região que ainda não dispõem dos itens em gôndola. Nestes locais, a previsão de recebimento e início das vendas está programada para a primeira quinzena de fevereiro.
Acordo entre Mercosul e UE pode reduzir preço do chocolate
A assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, ocorrida em 17 de janeiro, prevê a redução gradual de tarifas de importação para diversos produtos, incluindo o chocolate. Atualmente taxado em 20%, o item terá as alíquotas zeradas em cronogramas que variam de 10 a 15 anos.
Segundo especialistas, embora o impacto no preço final ao consumidor dependa do período de transição e da cotação do câmbio, a medida deve aumentar a competitividade e a oferta de marcas europeias no mercado brasileiro a longo prazo, levando a uma tendência de queda no preço. Além do chocolate, itens como queijo, azeite e vinhos também integram a lista de desoneração.