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Risco de desabamento no forro mantém Catedral de Apucarana interditada

Lis Kato

| Edição de 01 de outubro de 2026 | Atualizado em 01 de outubro de 2026

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A Catedral Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes, no centro de Apucarana, continua interditada e sem previsão de reabertura após ser atingida pelo temporal do último dia 21. A tempestade com ventos de até 125 km/h, provocou o destelhamento do templo e causou sérias infiltrações em toda a estrutura interna. 

A interdição por tempo indeterminado foi determinada pelo risco de desabamento do teto. O forro da igreja, construído em estuque, absorveu uma grande quantidade de água e inchou, gerando o receio de um efeito dominó, no qual a queda de uma parte da estrutura possa acarretar o colapso do restante do teto. Com a força do vento, placas de gesso puro do presbitério também se deslocaram e quebraram. Apesar dos estragos na cobertura e nas paredes atingidas pela água, os vitrais e as pinturas de arte sacra da catedral não sofreram danos.

Nos próximos dias, uma equipe de peritos vinda de São Paulo fará uma vistoria técnica no local para avaliar a segurança da edificação e elaborar um diagnóstico detalhado. O cura da catedral e reitor da basílica, Padre Valdecir Ferreira, destaca que a definição sobre as obras depende diretamente dessa avaliação.

“Somente a partir do laudo técnico nós poderemos ter a previsão daquilo que será feito posteriormente. Se o laudo técnico ele apontar um dano estrutural grandioso, nós poderemos passar meses para poder ser refeito isso. Isso prejudicaria todas as nossas atividades litúrgicas e pastorais, incluindo as missas, os momentos celebrativos, inclusive celebrações de casamento e de batizado agendados para mais de um ano que nós temos na catedral”, afirmou o Padre Valdecir Ferreira.

A Catedral tem 19 casamentos marcados entre outubro e dezembro. Por conta da incerteza sobre a liberação do templo, se acaso a interdição permanecer, as celebrações previstas nos próximos meses o podem ser remanejadas para outras paróquias da cidade. No entanto, essa definição depende ainda da avaliação técnica da situação da igreja após o temporal.