Uma brincadeira entre primos acabou em tragédia no final da manhã de ontem em Apucarana. Um menino de 8 anos morreu após ser atacado pelo cachorro da família no Residencial Viverti, zona norte. Segundo a Polícia Civil, a vítima estava na companhia de duas primas de 13 e 5 anos, quando foi atacada pelo animal, um mestiço de pit bull, que teve que ser abatido por vizinhos que tentaram socorrer a criança.
Segundo o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, o ataque foi direcionado exclusivamente ao menino, deixando as outras duas meninas ilesas. A agressão do animal foi concentrada em áreas vitais da criança.
“O ataque se deu basicamente na região do rosto. As lesões provavelmente que levaram a criança a óbito foram na parte do pescoço”, detalhou.
A reação violenta do cachorro destoa do histórico de convivência na casa, segundo as primeiras apurações. Adotado ainda filhote, o animal havia se mudado para o endereço com a família há cerca de três meses e, de acordo com os levantamentos iniciais, tinha um comportamento dócil, dividindo o espaço com uma cadela menor e um gato. Os investigadores agora buscam entender se algum fator externo provocou o ataque.
“A gente está apurando agora se alguma coisa pode ter atiçado o animal, algum barulho, fogos, bomba, mas essas informações não foram confirmadas. Uma situação que a gente não pode ainda definir o que levou o animal a atacar a criança. Uma vez que, pelo que eu entendi, já havia um certo convívio entre as crianças e o cachorro”, explicou o delegado.
Segundo o delegado, o foco da investigação também busca esclarecer por que a criança estava na residência apenas na companhia de duas primas e se houve eventual omissão por parte dos adultos responsáveis. Ele relatou que uma avó do menino mora nas proximidades e havia sido designada como retaguarda caso as crianças precisassem de algo.
“O fato de as crianças estarem sozinhas vai ser averiguado com calma, até porque tinha uma adolescente na residência, que em tese estaria ali tomando conta das demais crianças”, afirmou.
Com o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal (IML), a Polícia Civil concentrará os próximos passos do inquérito. “Ainda é muito prematuro para afirmar qualquer tipo de situação. Só o inquérito policial e a oitiva dos vizinhos e familiares vão poder dar uma definição jurídica a respeito desses fatos”, concluiu Marcus Felipe.