O Cartório Eleitoral de Apucarana deu início à cerimônia oficial de auditoria, verificação e lacração das urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições de 4 de outubro. Apesar dos estragos causados pelos fortes temporais do início da semana, a Justiça Eleitoral garante que o cronograma está mantido e não haverá alteração nos locais de votação.
A auditoria, que é aberta ao público, partidos políticos e imprensa, contou com a presença de autoridades locais, como a promotora eleitoral Fernanda Lacerda e o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A chefe do cartório eleitoral de Apucarana, Andréa Silva Milanin, explicou que 15 urnas passaram por auditoria. Todo o processo de geração de mídias começou na segunda-feira, mas precisou ser estendido até terça devido à tempestade que atingiu a cidade. Após a auditoria, as mídias de teste são retiradas. “Nada é gravado na urna, é gravado nessa mídia de teste. Retornamos com as mídias originais, elas já foram lacradas aqui na presença de todos e agora vão para a caixa. Só saem daqui no sábado, já direto para os locais de votação”, afirma Andréa.
Ao todo, a comarca abrange 36 locais de votação, incluindo os municípios de Cambira e Novo Itacolomi. Serão utilizadas 336 urnas, sendo 13 delas de contingência, aparelhos reservas para caso de falha técnica.
Equipes da Justiça Eleitoral da Comarca de Apucarana também fizeram vistoria em cinco locais de votação do município que sofreram danos estruturais mais significativos com o temporal.
Dos cinco locais afetados, três pertencem à rede estadual de ensino, um é uma instituição privada e já estão com as adequações encaminhadas, sem risco para o andamento do pleito. “Em contato com a Secretaria de Educação do Estado, nos passaram que o Anchieta, o Nilo Cairo e o Cerávolo já estavam providenciando o que fosse necessário para ficar pronto para sábado, para as urnas chegarem. O Colégio Canadá também já recebi a notícia de que retorna às aulas amanhã. Então, já vai estar tudo pronto”, garantiu a chefe de cartório.
A principal preocupação da Justiça Eleitoral neste momento recai sobre uma unidade da rede municipal. “O que está ainda um pouco pendente para nós é a Escola Mateus Leme, inclusive acabamos de enviar um ofício ao prefeito Rodolfo Mota”, revelou Andréa, que pediu prioridade para reparos no local. O alerta se dá pela impossibilidade logística de realocar os eleitores a poucos dias da votação.