OPINIÃO

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Apressando o balanço de final de ano

Tribuna do Norte

| Edição de 20 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Dezembro ainda não chegou, mas muitos brasileiros já estão fazendo um balanço deste 2015 marcado pela crise econômica. E a avaliação é negativa. A maioria das pessoas tem a percepção de que andou para trás neste ano. Para muitos, 2015 foi um ano para esquecer, com a perda do emprego e a necessidade de readequar toda a vida doméstica diante do novo quadro financeiro. Nem sempre é fácil se reerguer, embora também seja um aprendizado.

Quando alguém avalia 2015, uma resposta é unânime: o custo de vida aumentou consideravelmente. É uma sensação baseada na experiência. Quem vai ao supermercado percebe o aumento de preços dos alimentos; quem abastece o carro se surpreende com sucessivas altas no valor praticado; quem faz uma compra no comércio, encontra produtos que não cabem mais no orçamento...

O combustível é um exemplo. Segundo mostrou a Tribuna ontem, o etanol ficou 30% mais caro de novembro de 2014 para cá. Ou seja, o reajuste superou quase três vezes o índice da inflação, que ficou na casa dos 10%.

As altas de bens de consumo, invariavelmente, superaram a inflação neste ano. A sensação de que tudo ficou mais caro toma conta de todos os consumidores, embora o clima de crise no País, é verdade, também influencia o cidadão, que passa a achar tudo mais caro e a segurar o dinheiro que guardou com muito sofrimento.

Por outro lado, os reajustes salariais fechados após longas negociações entre patrões e empregados garantem apenas a reposição do período. Ou seja, a conta não fecha para o assalariado. Se o etanol do carro aumentou 30% em um ano e maioria dos demais itens também nessa faixa, mas seu salário cresceu 10%, é claro que a sensação de que está faltando dinheiro não é apenas uma ilusão.

Os brasileiros querem que o ano termine o mais rápido possível. No entanto, a simples chegada de 2016 não vai resolver as coisas como num passe de mágica. O governo federal precisa recolocar a economia nos eixos. O Congresso tem a obrigação de dar suporte nesse sentido. Ninguém quer a repetição de 2015.