POLÍTICA

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Após pressão, presidente da Petrobras deixa o cargo

Da Redação

| Edição de 20 de junho de 2022 | Atualizado em 20 de junho de 2022

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José Mauro Coelho, presidente da Petrobras, renunciou ao posto nesta segunda-feira, após ser pressionado pelo governo a deixar o cargo. A Petrobras informou que Coelho também renunciou ao conselho de administração da companhia.

Coelho já havia sido demitido por Bolsonaro em 25 de maio, quarenta dias após sua posse, mas aguardava rito no conselho de administração para deixar efetivamente o comando da estatal. A renúncia, informada pela Petrobras em fato relevante, acelerou o processo. 

A saída do executivo responde à escalada da pressão sobre a Petrobras após o presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmar na sexta-feira que Coelho deveria renunciar “imediatamente”. No dia anterior, a estatal havia anunciado um reajuste de 14% no diesel e 5% na gasolina que entrou em vigor no fim de semana.

Após o pedido de demissão de Coelho, a Petrobras indicou Fernando Borges como presidente interino da estatal. Borges é diretor-executivo de Exploração e Produção e faz parte do Conselho de Administração da estatal desde abril de 2016. Ele ficará no cargo até a eleição e posse do novo presidente da empresa.

O pedido de demissão de Coelho abre caminho para Caio Mario Paes de Andrade assumir a presidência da Petrobras. Caio é secretário de desburocratização do Ministério da Economia, e tem a bênção do Palácio do Planalto para chegar ao comando da estatal petrolífera.

Para assumir o cargo efetivamente, Paes de Andrade precisa passar por assembleia do conselho da empresa para ser nomeado. Mas já conta com a indicação do governo federal.