POLÍTICA

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Após vitória do petista Lula, Bolsonaro se mantém calado

Da Redação

| Edição de 31 de outubro de 2022 | Atualizado em 31 de outubro de 2022
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Após a disputa mais acirrada desde a redemocratização e uma campanha turbulenta, marcada por uma polarização histórica, guerra suja nas redes sociais, batalha religiosa e episódios de violência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente da República neste domingo (30), ao derrotar no segundo turno Jair Bolsonaro (PL), atual ocupante do Palácio do Planalto.

Ao fim da apuração, Lula ficou com 50,90% (60,3 milhões de votos), e Bolsonaro, com 49,10% (58,2 milhões de votos). Desde que as eleições presidenciais livres foram retomadas, em 1989, essa é a menor diferença tanto em termos percentuais quanto em números absolutos (2,1 milhões de votos a mais para o ganhador). Ao superar a marca de 60 milhões de votos, Lula tornou-se o presidente eleito mais votado da história.

Após a confirmação do resultado da eleição deste domingo, Lula foi comemorar com aliados e simpatizantes na região da Avenida Paulista, em São Paulo, onde falou a apoiadores. No discurso da vitória, afirmou que é hora de restabelecer a paz.

“Não existem dois Brasis”, declarou. Durante a fala, prometeu governar para todos os brasileiros e afirmou que o ódio foi propagado de forma criminosa no País.

Aliados do presidente Jair Bolsonaro utilizaram suas redes sociais para reconhecer a vitória no 2º turno para o ex-presidente Lula e defender suas posições de oposição ao futuro chefe do Executivo. O Partido Liberal (PL) de Bolsonaro irá contar com a maior bancada do Senado em 2023, ocupando 14 das 81 cadeiras. Na Câmara dos Deputados, a sigla detém 99 das 513 cadeiras, sendo também a maior bancada da Casa.

Enquanto isso, Bolsonaro segue em silêncio sobre a derrota no 2º turno. Até início da noite de ontem o presidente não havia se pronunciado em público ou em suas redes sociais. 

O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, quebrou o silêncio da clã e publicou uma mensagem em rede social nesta segunda-feira à tarde para agradecer os votos dados ao pai no segundo turno. “Obrigado a cada um que nos ajudou a resgatar o patriotismo, que orou, rezou, foi para as ruas, deu seu suor pelo país que está dando certo e deu a Bolsonaro a maior votação de sua vida! Vamos erguer a cabeça e não vamos desistir do nosso Brasil! Deus no comando!”, afirmou Flavio, que foi coordenador da campanha do pai.

Gleisi espera que haja transição tranquila de governo 

A presidente nacional do PT, deputada federal paranaense Gleisi Hoffmann, afirmou nesta segunda que espera uma transição de governo “mais tranquila e razoável possível” e mostrou confiança nas “instituições sólidas do País”, apesar de o presidente Jair Bolsonaro (PL), até início da noite, ainda não ter entrado em contato com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. “Isso é ruim para o Brasil”, avaliou a líder petista.

“Tivemos primeira reunião interna hoje para iniciar tratativas, mas não fizemos nenhum contato ainda”, declarou Gleisi sobre a equipe de Bolsonaro. Outra reunião será feita nesta terça-feira. Ainda assim, a dirigente garantiu que ela vai procurar o governo federal. “Tem representantes dos partidos políticos que apoiaram Bolsonaro. Vamos entrar em contato com eles. Temos responsabilidade com o País e vamos querer que a coisa seja a mais tranquila e razoável possível”, acrescentou, destacando a necessidade de conversar não apenas com o Congresso eleito, mas com o atual.

O PT ainda tem 48 horas para se organizar e anunciar a equipe da transição, ressaltou a presidente do PT, que nega qualquer definição até o momento. Os nomes mais cotados para comandar a transição são o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) e o coordenador do programa de governo, Aloizio Mercadante (PT).