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Região cria 5,4 mil postos de trabalho com carteira assinada

Cindy Santos

| Edição de 02 de janeiro de 2026 | Atualizado em 02 de janeiro de 2026
Agência do Trabalhador
Agência do Trabalhador

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Mais de 5,4 mil novos postos de trabalho com carteira assinada foram criados na região no acumulado entre janeiro e novembro do ano passado. O saldo é a diferença entre 61.778 admissões e 56.351 desligamentos registrados em 28 municípios da região no período, conforme os dados divulgados nesta semana pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O ramo de prestação de serviços continua no topo das atividades econômicas que mais geram oportunidades no mercado de trabalho, com um estoque mensal de 35,5 mil trabalhadores formais. Entre 18,9 mil contratações e 16,1 mil demissões, o setor atingiu um saldo de 2.774 novas vagas. A maior parte foi aberta nas áreas de informação, comunicação, atividades financeiras, administração pública, educação e saúde humana.

A indústria é a segunda maior geradora de emprego, com saldo de 1,9 mil postos de trabalho criados entre janeiro e novembro do ano passado. Grande parte dos novos trabalhadores atua na fabricação de produtos alimentícios, móveis, confecção de artigos do vestuário e fabricação de produtos químicos. Conforme o Caged, o setor industrial conta com um estoque mensal de 43,1 mil trabalhadores com carteira assinada. O comércio (340), a construção (278) e a agropecuária (126) também contribuíram com a geração de empregos.

Entre os municípios da região, destacam-se Arapongas, com 2.096 postos de trabalho, seguido por Apucarana, com 934, Jandaia do Sul, com 472, e Ivaiporã, com 463. No acumulado, apenas dois municípios encerraram o período com saldo negativo: Ariranha do Ivaí e Rosário do Ivaí (veja o infográfico).

NOVEMBRO

Dos 28 municípios consultados, 10 tiveram desempenho negativo em novembro, resultando na perda de 88 postos de trabalho no período. O comércio e o setor de serviços encerraram o mês com saldo positivo de 79 e 42 vagas, respectivamente. Entretanto, as demais atividades econômicas tiveram mais desligamentos do que admissões, resultando em saldos negativos. A indústria perdeu 155 vagas, a construção, 29, e a agropecuária, 25. Os maiores saldos de novembro são de Arapongas (37), Ivaiporã (31) e São Pedro do Ivaí (24). No grupo dos saldos negativos, estão Apucarana (-125), Jandaia do Sul (-43) e Cambira (-34).

Para o economista Paulo Cruz, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana, o resultado do mês foi influenciado pelo comportamento do mercado no encerramento do ano. “A queda em novembro está muito marcada pela expectativa do consumo de fim de ano. Esperava-se um consumo bem acima do ano anterior, mas, em grande medida, essas perspectivas não se confirmaram, impactadas pelas taxas de juros altas. Isso tem levado as empresas a trabalharem apenas com os recursos que já possuem. Com a não confirmação do consumo adicional de final de ano, as expectativas de contratação se mantiveram neutras e, com isso, a queda — ainda que pequena — aconteceu”, explica.

Para o economista, a aceleração de políticas locais de indução ao crescimento é essencial para que o setor produtivo visualize um cenário de segurança. “Somente com perspectivas positivas sobre juros, inflação e consumo será possível elevar as expectativas econômicas e estimular novos investimentos, capazes de levar a atividade regional a patamares mais aquecidos em 2026”, conclui o economista.